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Pole Position

Bottas tenta o troco e Hulk busca o pódio: o que esperar do GP dos 70 Anos

Nico Hulkenberg, da Racing Point, após treino classificatório do GP de Silverstone - Reprodução/@F1
Nico Hulkenberg, da Racing Point, após treino classificatório do GP de Silverstone Imagem: Reprodução/@F1
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

08/08/2020 17h19

No último domingo, o GP da Grã-Bretanha foi morno até as voltas finais, com Valtteri Bottas perseguindo Lewis Hamilton de perto até o finalzinho, quando o pneu dianteiro esquerdo da Mercedes do finlandês estourou e ele saiu da zona de pontuação. Logo depois, foi a vez do pneu de Hamilton estourar, mas ele conseguiu se arrastar até a linha de chegada para vencer. Os dois devem ser, mais uma vez, os protagonistas da corrida deste domingo em Silverstone, mas com os papeis invertidos: saindo na pole, é Bottas que pretende ser perseguido desta vez.

O finlandês disse que o carro está mais bem acertado do que na semana passada, e acredita que pode ganhar. É só fazer repetir a boa largada da semana passada.

Mas Bottas sabe que Hamilton pode atacá-lo depois da largada também: ano passado, ele largou em primeiro em Silverstone e levou um "nó tático" de Hamilton. O inglês ficou mais tempo na pista depois da parada do finlandês e conseguiu andar rápido o suficiente para voltar na frente depois de sua parada.

Neste domingo, ele terá a chance de fazer isso duas vezes. Isso porque os compostos de pneu levados pela Pirelli são mais macios do que no ano passado, o que vai fazer com que a prova tenha duas paradas. "Ninguém vai conseguir fazer uma parada só", apostou Hamilton.

O fator Verstappen

Os pilotos do top 10 vão largar com os pneus médios, que correspondem aos macios do final de semana passada, que já vinham perdendo rendimento quando um Safety Car, na volta 12, mudou a história da prova ao permitir que todos trocassem seus pneus. A única exceção é Max Verstappen, que larga com os pneus duros, que também deve ser o preferido entre os pilotos que largam fora do top 10. Ele pode ter menos aderência na primeira volta, mas depois deve conseguir andar com pista livre depois que os pilotos ao seu redor pararem. O único porém para a Red Bull é o vento: o carro aparenta ser mais sensível que os demais à mudança de direção dos ventos, que é constante em Silverstone.

Quando o Safety Car vai entrar?

Tem sido mais uma questão de "quando" do que de "se". De 2015 para cá, o Safety Car teve de ser acionado pelo menos uma vez por corrida em Silverstone. A explicação é a mistura entre curvas de alta velocidade e áreas de escape com brita. Para as equipes, é muito tentador usar o SC para fazer pitstops, já que a perda de tempo em cada parada "normal" é uma das maiores do campeonato.

Hulkenberg correndo por 2021

Terceiro no grid na segunda classificação que fez como substituto de Sergio Perez na Racing Point, Nico Hulkenberg está correndo por uma vaga de volta no grid em 2021. O alemão já disse que aproveitou o retorno para ter algumas conversas preliminares, mas sabe que seria importante mostrar serviço neste domingo. Até porque ele tem fama de azarado, com 177 largadas na carreira e nenhum pódio, embora seja um piloto bem avaliado no paddock. O GP dos 70 Anos da F1 é uma boa oportunidade para mudar essa escrita, já que o ritmo do carro da Racing Point é melhor com os pneus mais macios usados final de semana.

O GP dos 70 Anos da F1 começa às 10h10 da manhã, pelo horário de Brasília.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.