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Audiência pública sobre construção de autódromo no RJ é cancelada novamente

Projeto do Autódromo na região de Deodoro, no Rio de Janeiro - Divulgação
Projeto do Autódromo na região de Deodoro, no Rio de Janeiro Imagem: Divulgação
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

04/08/2020 07h59

A audiência pública para a discussão do Relatório de Impacto Ambiental da construção do autódromo na região de Deodoro, no Rio de Janeiro, foi novamente adiada por decisão da justiça carioca. A juíza Roseli Nalin, titular da 15ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado, questionou a instituição do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CEMA) e acatou a queixa do Ministério Público de que tal audiência não poderia ser feita por meio eletrônico, algo que já tinha bloqueado a primeira tentativa de se fazer a audiência durante a pandemia, dia 28 de maio. A reunião estava marcada para esta sexta-feira, dia 7.

A aprovação do Relatório de Impacto Ambiental é o último obstáculo para o início das obras do autódromo carioca. No entanto, há o questionamento sobre a necessidade de preservação e parte da área que era de propriedade do Exército: de um lado, ambientalistas brigam para preservar uma área que seria de Mata Atlântica na Floresta do Camboatá. De outro, a Rio Motorsport, empresa que está por trás do projeto do autódromo, alega que a área não é de floresta original.

Do lado da Fórmula 1, a Liberty Media, que detém os direitos comerciais da categoria, aguarda a solução deste impasse para decidir sobre a renovação ou não do contrato para ter o GP Brasil. O acordo atual, com a Interpub, promotora do GP em São Paulo, acaba no final deste ano. Ele previa a realização de mais uma corrida, em 2020, mas o acordo foi cancelado "por força maior", o que impede que a prova seja remarcada para o ano que vem. No final de julho, a F1 cancelou todas as corridas que realizaria nas Américas - Canadá, México, EUA e Brasil - com a mesma justificativa, como resultado da pandemia.

Com o engajamento dos governos estadual e municipal em São Paulo para manter a prova em Interlagos, a possibilidade de que a corrida siga no mesmo palco em que é disputada desde 1990 também segue em aberto.

A F1 sequer confirmou todas as provas do calendário 2020, bastante afetado pelo coronavírus. Até o momento, 13 provas estão confirmadas, todas na Europa. É esperado que pelo menos mais duas provas, no Oriente Médio, sejam realizadas em dezembro. E também há a possibilidade de que outras duas provas na Ásia sejam adicionadas nas próximas semanas. O objetivo da F1 é fazer pelo menos 15 corridas em 2020.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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