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GP da Grã-Bretanha: datas, horários e tudo sobre o circuito de Silverstone

Lewis Hamilton é o maior vencedor do GP da Inglaterra - Clive Mason/Getty Images
Lewis Hamilton é o maior vencedor do GP da Inglaterra Imagem: Clive Mason/Getty Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

30/07/2020 04h00

A Fórmula 1 volta para casa neste final de semana para o GP da Grã-Bretanha, 70 anos depois de sua primeira corrida, realizada justamente no circuito de Silverstone em maio de 1950. A pista está entre as prediletas dos pilotos devido às desafiadoras mudanças de direção, feitas sempre sob altas velocidades. Isso porque os pilotos passam mais de 60% da volta em aceleração plena.

O líder do campeonato, Lewis Hamilton, já é o maior vencedor da história do GP da Grã-Bretanha, com seis conquistas, sendo cinco nos últimos seis anos. A vitória do ano passado, no entanto, foi provavelmente a mais difícil delas, depois de uma intensa batalha com Valtteri Bottas, que fez a pole em 2019.

Como acompanhar o GP da Grã-Bretanha:

Sexta-feira, 31 de julho
Treino livre 1, das 7h às 8h30: SporTV2
Treino livre 2, das 11h às 12h30: SporTV2

Sábado, 1º de agosto
Treino livre 3, das 7h às 8h: SporTV2
Classificação, das 10h às 11h: SporTV2

Domingo, 2 de agosto
Corrida, a partir das 10h: Globo e BandNewsFM (transmissão começa às 9h30).

Circuito de Silverstone

Distância: 5.891km
Recorde em corrida: 1min27s369 (Lewis Hamilton, Mercedes, 2019)
Número de voltas: 52
DRS - 2 zonas
Zona 1: após a curva 4 (Aintree)
Zona 2: após a curva 14 (Chapel)
Pneus disponíveis: C1 (duros), C2 (médios) e C3 (macios)

hamilton silvesrtone - Clive Mason/Getty Images - Clive Mason/Getty Images
Lewis Hamilton sobe em grade para comemorar vitória no GP de Silverstone com torcida inglesa
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Resultado de 2019
Pole position: Valtteri Bottas - 1h25min093

Pódio:
1º Lewis Hamilton - ING/Mercedes
2º Valtteri Bottas - FIN/Mercedes
3º Charles Leclerc - MON/Ferrari

Características da pista de Silverstone

Curvas alta velocidade: a pista de Silverstone é uma das que mais testam os limites dos carros de Fórmula 1, cuja grande vantagem em relação aos outros é a velocidade com a qual é possível percorrer as curvas, devido à pressão aerodinâmica gerada pelo carro. Por conta disso, a curva 12, chamada Becketts, é a curva em que os pilotos mais sentem as forças laterais: eles são "jogados" de um lado a outro do cockpit com uma força de 4.6 vezes a força da gravidade. É o maior número de toda a temporada.

Teste para os motores: como a pista de Silverstone é aquela em que os pilotos menos acionam os freios (só cerca de 8% da volta), isso faz com que os motores mais eficientes levem vantagem. Isso porque é difícil recuperar toda a energia das unidades de potência híbridas com tão poucas zonas de frenagem.

Fazer um pit stop na pista de Silverstone se tornou algo muito demorado para os padrões da F1 depois da inauguração do novo complexo de boxes, em 2011: a pista agora tem o pitlane mais longo da temporada, com 437.1m, o que faz com que as paradas para troca de pneu demorem 29s, muito mais do que na maioria das pistas, que ficam entre 20 e 22s. Isso faz com que pilotos e equipes prefiram táticas de parar o mínimo de vezes possível nos boxes.

Silverstone foi recapeada duas vezes nos últimos dois anos, após o cancelamento de uma corrida da MotoGP depois que a drenagem do circuito não funcionou a contento depois de fortes chuvas. Em comparação ao ano passado, a superfície deve estar um pouco mais madura e menos oleosa, mas a aspereza da pista é média quando se comparada a outros circuitos no calendário. A segunda obra custou mais de 30 milhões de reais aos cofres do BRDC, organização privada que administra a pista.

Curiosidades sobre o GP da Grã-Bretanha

Os nomes das retas Wellington e Hangar ajudam a contar a história da pista de Silverstone, que antes era uma base aérea da RAF (Força Aérea Real), usada na Segunda Guerra para treinar pilotos a fim de defender o país dos bombardeios alemães justamente com os aviões Wellington. A área só viraria uma pista depois da guerra, em 1948. Mas a primeira corrida foi realizada de maneira não oficial por alguns entusiastas locais de automobilismo, no ano anterior. Na época, as pistas estavam estavam abandonadas pela RAF.

Silverstone tem grande importância para a história da F1: foi lá que a categoria realizou sua primeira corrida da história, há 70 anos. O evento foi tão importante na época que contou, inclusive, com a presença da Rainha Elizabeth II que, curiosamente, nunca voltou a marcar presença em eventos da categoria. A corrida foi vencida pelo italiano Giuseppe Farina, com a também italiana Alfa Romeo.

A sequência de curvas mais famosa de Silverstone - e uma das mais famosas de todo o calendário da F1 - é das curvas Maggotts, Becketts e Chapel. Na primeira delas, os carros chegam perto de 300km/h, e a rápida mudança de direção de um lado a outro é um grande teste para os carros. Mas de onde vêm estes nomes? As ruínas da capela de Becket ficam bem próximas do circuito e explicam os nomes de três das curvas, e há um campo chamado Maggots Mood, também nas redondezas.

A Ferrari é a maior vencedora no GP da Grã-Bretanha, com 16 vitórias. A segunda é a McLaren, com 14. Mas os pilotos britânicos costumam se dar bem correndo em casa: dos quatro maiores vencedores da história, três são pilotos locais: Lewis Hamilton já é recordista, com seis vitórias. O escocês Jim Clark conseguiu cinco, e o inglês Nigel Mansell venceu quatro vezes.

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