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Lewis: Mercedes deixou "diva" de 2017 para trás e fez melhor carro em 2020

Dobradinha da Mercedes durante o GP da Áustria de Fórmula 1 - JOE KLAMAR/AFP
Dobradinha da Mercedes durante o GP da Áustria de Fórmula 1 Imagem: JOE KLAMAR/AFP
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

17/07/2020 13h47

Lewis Hamilton venceu, sempre por antecipação, os mundiais de 2017, 2018 e 2019. Ou seja, todos depois que a F1 mudou as regras para ter carros mais rápidos. E todos, também, depois que sua equipe, a Mercedes, começou a temporada de 2017 sofrendo com o comportamento de sua máquina. Com as mudanças de regras, o carro começou a precisar de condições especialmente de temperatura mais específicas para dar o seu melhor, e até ganhou o apelido de "Diva", dado por Toto Wolff, no sentido de ser imprevisível.

Hamilton não gosta muito do termo, mas acredita que os dias de não saber tão bem como o carro iria reagir acabaram. Pouco a pouco, a Mercedes foi fazendo carros melhores, e ele agora acha que o W11, modelo desta temporada, é o melhor que ele já pilotou.

"Antes de tudo, não acho que eu tive tanta facilidade de começar a trabalhar com um carro na carreira. Porque as condições são sempre diferentes, as curvas também. Há curvas em que o carro funciona bem, outras não. E isso nunca muda. Houve alguns carros nos anos anteriores - e acho que o Toto chamou um de 'diva', uma palavra que eu particularmente não usaria - que dava mesmo trabalho a maior parte do tempo", explicou o hexacampeão, que pode superar o recorde de 91 vitórias de Michael Schumacher neste ano e igualar seus sete títulos.

"Este carro é mais refinado. Trabalhamos muito duro ano passado, sendo muito claros e concisos ao escolher quais os problemas que o carro de 2019 tinha e o que queríamos mudar. Isso só é possível com a ótima comunicação que temos entre os pilotos e a equipe, os engenheiros, a compreensão que temos e a terminologia que usamos."

O diretor-técnico da Mercedes, James Allison, que assumiu o cargo, vindo da Ferrari em 2017, disse que não foi fácil entender o que deixava o carro tão imprevisível. Mas, pouco a pouco, a equipe foi eliminando os problemas.

"Odeio usar essa palavra, mas tivemos meio que uma longa jornada por três ou quatro temporadas desde que tínhamos um carro bem nervoso em 2017, compreendendo por que o carro se comportava daquela maneira, por que tinha tantos altos e baixos e depois gradualmente tirando tudo o que tornava o carro nervoso. E fomos tornando os carros de 2018, 2019 e este máquinas capazes de andar bem em condições mais diferentes entre si."

De fato, o carro da Mercedes parece bastante estável desde o início da temporada. O time só não tem duas dobradinhas porque Lewis Hamilton levou duas punições no primeiro final de semana na Áustria, mas ele é segundo no campeonato, atrás apenas de seu companheiro Valtteri Bottas.

E o domínio continuou nos treinos livres na Hungria: Hamilton e Bottas fizeram os dois melhores tempos do dia, que foi atrapalhado pela chuva no período da tarde, quando Sebastian Vettel liderou e o inglês sequer marcou tempo.

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