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GP da Estíria não será o único nome diferente nesta temporada da F1

O Red Bull Ring fica no estado da Estíria, na Áustria - Divulgação/Red Bull Ring
O Red Bull Ring fica no estado da Estíria, na Áustria Imagem: Divulgação/Red Bull Ring
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

10/07/2020 15h41

Os fãs de Fórmula 1 podem se perguntar porque a corrida deste final de semana chama GP da Estíria? E com razão. Será a primeira (e provavelmente a última) vez que o estado da Áustria dá nome a uma corrida na história da categoria. Mas essa foi a solução encontrada para não repetir o nome de GP da Áustria, usado na abertura do campeonato, para duas corridas que estão sendo realizadas no mesmo circuito Red Bull Ring.

A Estíria é um estado localizado no sudoeste da Áustria, e tem como capital a cidade de Graz. A região é conhecida como o "coração verde da Áustria" devido a suas florestas, sendo atração turística no inverno com as estações de esqui e no verão, com trilhas pelas montanhas.

ricciardo montanha - Instagram/Reprodução - Instagram/Reprodução
Daniel Ricciardo aproveitou os dias de folga na Estíria para fazer trilhas
Imagem: Instagram/Reprodução

Na Fórmula 1, além de ser o estado em que o circuito de Red Bull Ring (ex-A1 Ring e Osterreichring) está localizado, a Estíria também entrou no mapa por ser a região de origem de Gerhard Berger, companheiro de Ayrton Senna na McLaren nos anos 1990.

Temporada terá outros nomes incomuns

Esta é uma situação única nos 70 anos da Fórmula 1 e que tem a ver com as dificuldades de se montar o calendário em tempos de pandemia. A categoria é o primeiro grande evento esportivo que está sendo realizado desde que o coronavírus se espalhou pelo mundo e, até o momento, não registrou nenhum caso positivo da doença nas mais de 2000 pessoas envolvidas no evento.

Mas esse retorno significou que mudanças importantes tiveram de ser feitas no calendário, com a adição de mais provas na Europa, facilitando o deslocamento das equipes, todas elas baseadas no continente.

Com isso, outro país que vai receber duas etapas é o Reino Unido. A primeira corrida de Silverstone se chamará GP da Inglaterra e a segunda, GP do Aniversário de 70 anos da F1. Afinal, apesar da data do aniversário em si ter passado, foi no circuito de Silverstone que a categoria começou.

Outra prova com nome diferente já confirmada é o GP da Toscana, que será disputado no circuito de Mugello, na Itália. Este é outro nome que vem da região em que a pista está localizada, e também porque o GP da Itália já existe, e será disputado em Monza.

A F1 deve ter de criar outro nome também para a segunda prova que deve ser confirmada no Bahrein, entre o final de novembro e o começo de dezembro.

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