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Após anos na lanterna, Williams abre possibilidade de venda da equipe

Williams foi a lanterna do campeonato 2019, mas chegou a fazer os pit stops mais rápidos - Williams/Divulgação
Williams foi a lanterna do campeonato 2019, mas chegou a fazer os pit stops mais rápidos Imagem: Williams/Divulgação
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

29/05/2020 04h44

Depois de passar dois anos na lanterna do campeonato da Fórmula 1, a Williams anunciou que está aberta à possibilidade de venda. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (29), a empresa divulgou que várias opções estão sendo discutidas para assegurar o futuro da equipe que, devido aos resultados ruins na pista, também vem recebendo menos da parcela dos direitos comerciais da F-1. De quebra, o time anunciou que está terminando a parceria com seu patrocinador oficial, a ROKiT.

A Williams tem nove títulos de construtores na história, ficando atrás apenas da Ferrari. Mas o último campeonato foi vencido em 1997.

"Os acionistas da Williams estão revisando todas as várias opções estratégicas possíveis para a companhia. As opções que estão sendo consideradas incluem, ainda que não estejam limitadas a: conseguir capital novo para o negócio, vender parte das ações ou vender a maior parte das ações, incluindo, potencialmente, a companhia inteira."

Como as leis britânicas, onde a equipe é sediada, obrigam companhias que estejam à venda a declarem isso publicamente, é possível até, que já haja uma oferta, embora o comunicado prossiga apontando que "ainda que nenhuma decisão tenha sido tomada em relação a qual seria o cenário ideal, para facilitar as discussões com interessados, a companhia anuncia o início de um processo formal de venda."

Recentemente, a equipe já recebeu um empréstimo de Michael Latifi, pai do piloto canadense Nicholas Latifi, que estreia na F1 neste ano. Como garantia deste empréstimo estão a coleção de carros antigos de uma das equipes mais vencedoras da história da categoria e sua fábrica. A família fez fortuna no ramo alimentício, que não tem sido tão afetado quanto outros na pandemia do coronavírus.

O anúncio de intenção de venda foi feito juntamente com a divulgação dos números da companhia no ano passado: A Williams teve prejuízo superior a 86.5 milhões de reais (13 milhões de libras) em 2019, representando uma forte queda em comparação com o resultado de 2018, quando teve lucro de 85.9 milhores de reais (12.9 milhões de libras). Segundo a equipe, essa queda veio da menor parcela dos direitos comerciais recebida pelo time, resultado direto da queda de performance: depois de ser quinto colocada em 2017, a Williams recebeu 130.7 milhões de libras, quantia que caiu para 95.4 ano passado, após o time ser décimo e último colocado.

Essa quantia deve ser ainda menor neste ano porque, embora o time tenha mantido a décima colocação, menos dinheiro foi dividido entre as equipes, devido a investimentos que a detentora dos direitos comerciais, Liberty Media, está fazendo no esporte. E o cenário é, obviamente, pior para 2021, quando as equipes vão receber quantias afetadas pelo coronavírus. É para que essa queda seja a menor possível que a categoria se prepara para voltar às pistas já dia 5 de julho, com o GP da Áustria, e busca soluções para fazer pelo menos 15 das 22 etapas inicialmente programadas. Quatro corridas (Austrália, Mônaco, França e Holanda) já foram oficialmente canceladas, mas a F1 deve fazer duas corridas em um circuito para assegurar que seja possível fazer o máximo de provas possível. Será o caso da Áustria, que recebe a abertura dia 5 e outra corrida no domingo seguinte, dia 12 de julho.

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