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Williams vai de carro "assustador" a um teste sem problemas em um ano

George Russell durante os testes da pré-temporada da F-1, com a Williams - Williams Racing
George Russell durante os testes da pré-temporada da F-1, com a Williams Imagem: Williams Racing
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

20/02/2020 04h00

Depois de amargar a lanterna do campeonato do ano passado, a Williams começou 2020 dando sinais importantes de que está saindo do buraco. Prova disso foram os números do primeiro dia de testes coletivos, realizados no Circuito da Catalunha, na Espanha: enquanto há 12 meses o time sequer tinha o carro pronto para ir à pista, desta vez George Russell e o estreante Nicholas Latifi somaram dezenas de voltas e conseguiram tempos que já são superiores aos obtidos pelo time no último GP da Espanha.

"Ano passado, o pessoal nem sabia o que fazer porque nem o carro a gente tinha", lembrou o piloto inglês. A Williams só foi à pista na tarde do terceiro dia da pré-temporada de 2019, que teve oito dias ano passado. Nesta temporada, serão apenas seis, então era ainda mais importante deixar os problemas para trás.

Os sinais de que a Williams está numa situação muito melhor do que ano passado são vários. Primeiramente, o time já tinha feito um pequeno teste na segunda-feira, no mesmo Circuito da Catalunha, para checar os sistemas do carro. E, nesta quarta-feira, Russell e Latifi completaram 136 voltas, mais do que as 88 que a Williams conseguiu em toda a primeira semana de testes do ano passado. E não enfrentaram nenhum problema importante.

Outro sinal positivo foi o desempenho do carro: o melhor tempo de Russell foi meio segundo mais rápido do que a melhor volta que fez durante o GP da Espanha do ano passado, disputado em maio. A Williams chegou a publicar um vídeo comemorando o feito.

A evolução era esperada, uma vez que, diferentemente do ano passado, as regras da Fórmula 1 se mantêm estáveis nesta temporada, e a Williams já vinha melhorando significativamente desde a segunda metade de 2019. Mas Russell admitiu que foi importante colocar toda a teoria em prática.

"Ano passado, era assustador pilotar o carro no começo. Não era uma sensação boa. E agora eu diria que o equilíbrio do carro já está muito melhor logo de cara. Desde a primeira volta, eu tive confiança para forçar o carro até o limite. Agora só precisamos ver se conseguimos colocar mais pressão aerodinâmica no carro para competir com os carros ao meu redor."

"As peças cabem"

O grande drama que causou os atrasos na Williams ano passado foi na fabricação das peças. Erros em um esporte tão preciso como a Fórmula 1 significaram que, quando o time tentou juntar todas as suas peças para montar o carro, elas simplesmente não se encaixavam, algo que ocorreu em outras ocasiões ao longo da temporada passada. Segundo Russell, isso foi superado.

"A qualidade da construção do carro é muito melhor do que ano passado. As coisas se encaixam direito, o carro parece muito melhor do ponto de vista do design, então acho que, no geral, foi muito positivo."

Além de contar com a estabilidade das regras, a Williams também se mexeu, fortalecendo seu corpo técnico recentemente com David Worner e Jonathan Carter, que vieram de Red Bull e Renault.

Começar o teste com o pé direito depois de todos os problemas era tão importante para o moral da equipe que a Williams fez questão de abrir o teste. Logo antes da sessão ser aberta, às 9h da manhã locais, Russell já estava pronto para entrar na pista. "Tínhamos um programa de testes bastante intenso, então era importante estar na pista desde o começo. Mas também é verdade que, depois do que aconteceu ano passado, era psicologicamente importante para todos nós, e também para o pessoal que continua trabalhando lá na fábrica, ver nosso carro ir para a pista primeiro. Foi um alívio e agora podemos levar adiante esse teste."

O primeiro dia de atividades foi liderado por Lewis Hamilton, com a Mercedes. Russell terminou o dia com a nona colocação no geral, enquanto Latifi, que pilotou na parte da tarde nesta quarta-feira, foi o 12º. Serão realizados outros dois dias de testes nesta semana, e mais três na semana que vem. O primeiro GP da temporada será dia 15 de março, na Austrália.

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