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McLaren muda projeto do carro para voltar a brigar por pódios em 2020

Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

13/02/2020 10h46

Time que mais cresceu ano passado na tabela do mundial de construtores, a McLaren lançou nesta quinta-feira seu carro para a temporada 2020 prometendo correr riscos para se aproximar das três melhores equipes (Mercedes, Ferrari e Red Bull). O time, que prometeu um projeto totalmente novo, segue com a dupla de pilotos que estreou muito bem ano passado - e ainda conquistou uma nova legião de jovens fãs para o time e a categoria: os bastante ativos nas redes sociais Carlos Sainz e Lando Norris.

Mas a dupla não fez sucesso somente fora das pistas. Estreando aos 18 anos, Norris teve resultados expressivos como os sextos lugares do Bahrein e da Áustria, enquanto Sainz figurou entre os melhores pilotos da temporada nas listas de muitos especialistas depois de ter sido sexto no campeonato. Pontuando consistentemente com ambos os pilotos, ao contrário do que vinha acontecendo nos anos anteriores, e com um carro mais completo, a McLaren pulou de 62 pontos em 2018 para 145 ano passado, isolando-se na quarta colocação no campeonato e superando, inclusive, a Renault, sua fornecedora de motores. Além disso, Sainz conquistou, no GP Brasil, o primeiro pódio da McLaren desde o início de 2014.

Essa guinada positiva fez com que o CEO Zak Brown falasse em "página virada" sobre os anos de dificuldades por que a McLaren passou, especialmente de 2015 a 2017, quando o time usava motores Honda e amargou uma série de corridas fora dos pontos.

O time, entretanto, se vê obrigado a arriscar para a temporada 2020, uma vez que a distância para as três melhores equipes é bastante significativa - a terceira colocada, Red Bull, fez 417 pontos em 2019. Por conta disso, a decisão do grupo de engenheiros comandado por James Key - que faz seu primeiro projeto na McLaren, tendo sido contratado junto à Toro Rosso no início do ano passado - foi por mudar conceitualmente o carro ao invés de continuar na mesma linha de 2019. Isso, mesmo com o regulamento permanecendo estável neste ano.

As mudanças não são óbvias, mas sim relacionada a um posicionamento mais eficiente dos componentes interiores, especialmente na parte traseira, que está mais enxuta. "Fui eu quem desenhou tudo", brincou Lando Norris, como de costume. "Ano passado (não deveria dizer essa palavra), mas está me c... nessa época do ano. Agora sinto-me muito mais seguro. Esse carro tem tudo o que pedimos para eles melhorarem ao longo de todo ano passado."

Key é considerado uma das jovens promessas no campo da engenharia, ao lado de outros profissionais recrutados pela McLaren nos últimos anos para reforçar seu time técnico. Outro que estará na liderança do time desde o começo do ano pela primeira vez é o chefe do time, Andreas Seidl, que também é um dos mais jovens no cargo no paddock, com 44 anos. O alemão é considerado um dos grandes pilares para a reestruturação da McLaren.

O time inglês vê em 2020 um ano de afirmação de sua colocação como quarta força e coloca grande foco em 2021, quando a Fórmula 1 passará por uma grande mudança de regras e adotará um teto de gastos próximo do que a McLaren gasta atualmente (o que não é o caso dos três times grandes). A temporada de 2020 também marca o fim do contrato com a Renault. A partir de 2021, a McLaren voltará a usar os motores Mercedes, bem mais potentes.

Os testes da pré-temporada da F-1 serão realizados em duas baterias de três dias cada, começando dia 19 de fevereiro, no Circuito da Catalunha, na Espanha, com cobertura in loco da Coluna Pole Position.

Confira as datas dos próximos lançamentos dos carros de 2020 da F-1:

14.02 Alpha Tauri e Mercedes
17.02 Racing Point e Williams
19.02 Alfa Romeo e Haas

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do que foi informado na matéria, o último pódio da McLaren foi no início de 2014 e não 2013. Já o motor Honda foi usado de 2015 a 2017, e não de 2014 a 2016. Os erros foram corrigidos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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