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Paulo Anshowinhas

REPORTAGEM

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Quem são os pequenos prodígios do skate que são novas esperanças olímpicas

O skatista Gui Khury de 13 anos que entrou para o Guiness Book três vezes por suas conquistas - Reprodução Instagram
O skatista Gui Khury de 13 anos que entrou para o Guiness Book três vezes por suas conquistas Imagem: Reprodução Instagram
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Paulo Anshowinhas

Paulo Anshowinhas é skatista pioneiro, jornalista, radialista e comunicador. Foi juiz do Mundial de skate da Alemanha, chefe da delegação no Mundial do Canadá, comentarista do X Games e fundador da revista Yeah! Skate is my life.

Colunista do UOL

15/01/2022 04h00

Eles possuem baixa estatura, pouca idade, mas talento de sobra para deixar qualquer adulto boquiaberto com suas performances.

É a nova safra dos pequenos prodígios do skate, que são grandes esperanças olímpicas, cujo fenômeno está surgindo em vários países, e o Brasil está dentro desse grupo.

Desde a estreia do skate nas Olimpíadas de Tóquio, a audiência global ficou entre espantada e apaixonada pela nova geração de skatistas que despontou dessa competição, e novos nomes vêm surgindo desde então.

A maranhense Rayssa Leal foi uma delas, que empolgou o mundo com seu estilo, tranquilidade e foco ao acertar importantes e arriscadas manobras em momentos de decisão, isso com apenas 13 anos de idade.

O mesmo ocorreu com a pequena e graciosa skatista britânica Sky Brown, também da mesma faixa etária de Rayssa, que empolgou a plateia na categoria park ao conquistar o bronze.

Mas não foram apenas elas. Menores de idade como a japonesa Kokona Hiraki, de 13 anos, prata na categoria park, Funa Nakayama de 16 anos com seu bronze no street ou mesmo a campeã da modalidade Momiji Nishiya de apenas 13 anos são sinônimo de algo novo no ar, literalmente.

E esse não é um processo isolado, mas uma tendência global que vem se alastrando por vários países como Japão, Estados Unidos, Austrália e Brasil.

Por isso, elencamos os principais nomes de skatistas da atualidade menores de 18 anos, com seus capacetes (equipamento obrigatório para essa faixa etária), e grandes sonhos de alcançar sucesso e pódios olímpicos tanto na França em 2024, quanto em Los Angeles em 2028 ou até mesmo em Brisbane, na Austrália, caso o skate esteja confirmado até lá.

Mas não se enganem. Nessa trajetória, também conhecida como ciclo olímpico, esses pequenos notáveis ainda terão grandes desafios e precisarão superar ídolos brasileiros da atualidade como Pedro Barros, Pedro Quintas, Luizinho Francisco, Dora Varella, Yndyara Asp, Pamela Rosa, Leticia Bufoni, Kelvin Hoefler, Lucas Rabello, além da própria Rayssa Leal e mais uma centena de skatistas de primeira linha —que continuam no páreo.

Isso sem falar nos skatistas americanos, japoneses, australianos e até chineses, que também estão se preparando para os próximos Jogos, e a possibilidade de surgimento de novos nomes que devem aparecer até lá. Portanto, quem conseguir passar por todos esses obstáculos, sem dúvida já estará no panteão dos vencedores.

Virgínia Fortes Águas, Brasil, 15 anos - Street

Virgínia vem de uma sequência de vitórias impressionantes, sendo a atual campeã portuguesa da Liga Pro Skate, terceira colocada no brasileiro, e nona no ranking mundial de street.

Ginwoo Onodera, Japão, 11 anos - Street

O mais radical e carismático da lista é um dos nomes mais impressionantes da atual safra de skatistas japoneses. De baixa estatura, foi campeão do Hot Wheels abaixo de 10 anos, representou forte durante o Tampa Am, ganhou o prêmio de maior performance do torneio, e por pouco não beliscou um pódio.

Sky Brown, Reino Unido, 13 anos - Park

A superestrela mirim britânica/japonesa é uma das melhores skatistas de park da atualidade, e está voando alto em plena forma, super sorridente, quer também representar a nação dela em outra modalidade na qual vem se desenvolvendo: o surfe.

Gui Khury, Brasil, 13 anos - Park

Um dos nomes do momento do skate nacional já é considerado uma das maiores promessas do Brasil. Depois de bater o recorde de três giros 360 completos no vertical, um 1080 graus no X Games, bateu ainda três títulos no Guiness Book: como atleta mais jovem a disputador o X Games, a ganhar uma medalha de ouro e a finalizar a manobra que nem Tony Hawk conseguiu acertar.

Momiji Nishya, Japão, 13 anos - Street

Atual medalhista de ouro olímpica na modalidade Park e terceira colocada no Super Coroa da Street League, Momiji é muito focada nos treinos e nas competições e tem total condição de se manter nos pódios nos próximos anos em sua categoria.

Gavin Bottger, Estados Unidos, 11 anos - Park

Mais um prodígio do skate, que ficou em segundo no X Games, terceiro no Dew Tour e é um nome para ser observado devido um plantel de manobras sequenciais de difícil execução que ele faz brincando.

Funa Nakayama, Japão, 16 anos - Street

Apesar dos olhos lacrimejantes durante a final olímpica, em que ficou com o bronze do street atrás de Rayssa Leal, Funa faz parte dessa nova onda de skatistas japoneses que vêm determinados a vitória e têm tempo e idade para continuar a arriscar.

Isabelly Ávilla, Brasil, 17 anos - Street

Essa jovem de Itapetininga, interior de São Paulo, segunda no ranking brasileiro atrás apenas de Rayssa Leal, pegou uma medalha de bronze no Far'n'High, 5º lugar no X Games, e venceu o Grind For Life e tem fôlego para mais.

Pedro Carvalho, Brasil, 16 anos - Park

Hoje com 16 anos, Pedro Carvalho anda desde os 8 anos e não é à toa que figure entre os melhores skatistas de park do Brasil —hoje está em nono no ranking. Ele tem desenvolvido seu talento ao longo dos anos para se preparar para grandes competições, e este ano será um bom momento para buscar pódios.

Rayssa Leal, Brasil, 14 anos - Street

Número um do ranking global da Boardr. Fenômeno indiscutível do street skate mundial é a skatista que tem o maior número de seguidores no Instagram, perdendo apenas para Tony Hawk. Atual campeã brasileira de skate, medalhista de prata em Tóquio, vice-campeã da Street League medalha de bronze no Mundial da World Skate, vice no Dew Tour, ela surge como a grande estrela do skate cujo brilho pode durar mais de uma Olimpíada.

Filipe Mota, Brasil, Brasil, 15 anos - Street

Estiloso, talentoso e respeitado no Brasil e no exterior, onde mora atualmente, Filipe foi vice-campeão do Nitro Junior Games, campeão do Tampa Amdemic e tem sido convidado para participar das principais provas de street mundial, e com tempo deve ser um dos principais nomes olímpicos brasileiros.

Kokona Hiraki, Japão, 13 anos - Park

A pequena sorridente japonesinha que ficou com a prata olímpica, 3º no mundial da World Skate, 2º no X Games e 1º no Vans Park Series tem skate para estar nos próximos pódios olímpicos ou de eventos internacionais.

Tate Carew, Estados Unidos, 16 anos - Park

Vencedor do Nitro Junior Games, campeão do Tony Hawk Vert Alert, 3º no campeonato americano e 5º no Dew Tour, mostra que talento não falta para continuar com ótimas colocações.

Delbie Jager, EUA, 9, Street - Street

No currículo desse pequeno gigante americano decacampeão do Grind for Life, campeão do Zephyrhill, vice no Schools Out, vice no Best Shredder, 2022 promete muitas emoções e novos pódios pela frente do caçulinha da turma.