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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Flávia Saraiva, Jade e mais 68 são contratados como sargentos da FAB

Flávia Saraiva na final da trave das Olimpíadas de Tóquio - Ricardo Bufolin/CBG
Flávia Saraiva na final da trave das Olimpíadas de Tóquio Imagem: Ricardo Bufolin/CBG
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

28/06/2022 11h28

Todos os principais nomes da ginástica artística feminina do Brasil, com exceção da campeã olímpica Rebeca Andrade, foram incorporados à Força Aérea Brasileira (FAB). Flávia Saraiva e Jade Barbosa, entre um total de 68 atletas, de diversas modalidades, agora são contratadas como sargentos de reserva de 2ª classe. O salário é de R$ 4.770,00.

Do ponto de vista burocrático, esses atletas são "voluntários" que se inscreveram em um processo seletivo aberto em março. No caso da ginástica artística, a prioridade era primeiro de quem participou de Jogos Olímpicos, depois de Mundiais, na sequência resultados de Copas do Mundo e de Jogos Pan-Americanos.

Em teoria, qualquer ginasta poderia participar do processo seletivo, mas não há como concorrer contra os atletas de ponta que são convocados para este tipo de competição. Entre as mulheres, só se inscreveram Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis, Carolyne Pedro e Jade Barbosa. Thais faltou a uma avaliação e foi eliminada. As demais foram contratadas.

Pelo Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR), as Forças Armadas contratam os atletas selecionados por um ano, mas esse acordo pode ser renovado oito anos, que é o usual acontecer. No masculino, Arthur Zanetti e Arthur Nory são sargentos desde 2016, tendo sido contratados pouco antes da Rio-2016, quando subiram ao pódio. Mas só agora a FAB abriu pela primeira vez vagas na ginástica feminina.

Na turma desde ano, também foram contratados novos ginastas para o time masculino. Foram selecionados Diogo Paz, Leonardo Matheus, Patrick Correa, Gabriel Faria Barbosa, Renkiel Neves e o olímpico Diogo Brandão.

As contratações chamam atenção porque o principal objetivo do programa é a montagem de equipes para representar o Brasil nos Jogos Mundiais Militares e no Campeonato Mundial Militar da respectiva modalidade. A próxima edição dos Jogos deverá acontecer apenas em 2027 — o torneio de 2023 em Bogotá (Colômbia) teria sido cancelado — e a ginástica não tem Mundial Militar. Em 2019, a ginástica masculina foi esporte exibição e o Brasil usou quase toda sua seleção principal: Nory, Zanetti, Chico Barretto, Luis Porto e Caio Souza.

No basquete também não há nenhum evento militar programado, mas foram montadas novas seleções tanto no masculino quanto no feminino. Entre os contratados estão Vinicius Pastor (Brasília), Rafael Hettsheimer (Bauru), Mari Dias (Ituano), Jeanne (Sesi), Gemerson (Brasília) e Betinho (Rio Claro).