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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Final dos 110m com barreiras no Troféu Brasil tem 3 marcas top15 do mundo

Gabriel Constantino, Rafael Pereira e Eduardo de Deus - Wagner Carmo/CBAt
Gabriel Constantino, Rafael Pereira e Eduardo de Deus Imagem: Wagner Carmo/CBAt
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/06/2022 12h06

O Estádio Nilton Santos, que um dia foi Estádio Olímpico, foi palco na manhã desta quinta-feira (23) de uma das provas mais fortes já disputadas em uma competição nacional de qualquer modalidade individual. Todos os três primeiros colocados da final dos 110m com barreiras, no masculino, fizeram marcas de finalista olímpico, que valem o top15 do ranking mundial. Os três estão classificados para o Mundial de Atletismo, em Eugene, em agosto.

A vitória ficou com Rafael Pereira, semifinalista dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que até 2020 estava afastado do atletismo e trabalhando como fisioterapeuta, que bateu o recorde sul-americano. Ele correu a prova em 13s17, marca que o coloca na sexta posição do ranking mundial.

A prata ficou com Gabriel Constantino, o primeiro desse grupo a se destacar internacionalmente, que fez 13s23. Antigo recordista sul-americano com 13s18, ele fez a segunda melhor marca da carreira dele e assumiu o 12º lugar do ranking mundial.

E em terceiro lugar chegou Eduardo de Deus, que igualou seu recorde pessoal, feito em abril, de 13s27. Com essa marca, hoje ele é o 15º do mundo. E a prova no Nilton Santos não teve vento forte, com apenas 0,4 m/s, o que significa que o desempenho dos brasileiros veio na perna mesmo.

O resultado é ótimo para os padrões internacionais. Como comparativo, se tivessem feito essa marca nas semifinais de Tóquio, os três teriam se classificado com folga para as finais. Rafael com o segundo melhor tempo, Gabriel com o quarto e Eduardo com o sétimo. Para a medalha olímpica, porém, ainda faltaria um pouco mais. Com 13s17, Rafael seria sexto na Olimpíada.