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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Bia Ferreira vence e Brasil já tem 2 medalhas no Mundial Feminino de Boxe

Beatriz Ferreira está na semifinal do Mundial de Boxe - Divulgação/IBA
Beatriz Ferreira está na semifinal do Mundial de Boxe Imagem: Divulgação/IBA
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

16/05/2022 13h50

O Brasil vai ganhar duas medalhas no Campeonato Mundial de Boxe Feminino, que está acontecendo em Istambul, na Turquia. Hoje (16), primeiro Caroline Almeida (52kg) venceu a a irlandesa Carly Naul e avançou para a semifinal. Depois, Beatriz Ferreira (60kg) superou com muitas sobras a sérvia Natalia Sadrina. Jucielen Cerqueira (57kg) também lutou nesta segunda e parou nas quartas de final.

O boxe não tem disputa de terceiro e quarto lugares, entregando medalha de bronze para ambos os lutadores derrotados na semifinal. Assim, só de avançarem para a semi, Bia e Naka (como Caroline é conhecida), já têm assegurado um lugar no pódio, restando definir a cor da medalha.

Para Bia, a medalha não é nenhuma novidade. Ela foi campeã mundial em 2019, chegou como uma das favoritas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, e voltou do Japão com uma prata. Em Istambul, está mostrando que segue entre as melhores do mundo, com vitórias por unanimidade sobre uma mongol, uma chilena, e agora uma sérvia. Na quarta, sua rival na semifinal será a italiana Alessia Mesiano.

Já Naka está em sua primeira campanha de destaque em grandes competições. Ela passou por uma cazaque e uma turca antes da vitória de hoje sobre a irlandesa Naul. Na quarta, ela enfrenta a indiana Zareen Nikhat por uma vaga na final. A categoria, porém, não é olímpica — o Mundial tem disputas em 12 categorias, mas na Olimpíadas de Paris serão só sete.

O Brasil tem quatro medalhas na história dos Mundiais Feminino. O precursor foi um bronze de Ana Paulo Lúcio dos Santos em 2002, quando o boxe feminino não era olímpico. Em 2010, já no caminho para a estreia em Londres-2012, Roseli Feitosa ganhou um ouro. Em 2014, Clélia Costa ganhou bronze — ambas, porém, tiveram as carreiras interrompidas por doping. O país voltou ao pódio, em 2019, com o título de Bia Ferreira.