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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Aposta para 2024, filho de Gustavo Borges deixa EUA e fecha com o Minas

Luiz Gustavo Borges com o pai, Gustavo Borges - Reprodução/Instagram
Luiz Gustavo Borges com o pai, Gustavo Borges Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

05/01/2022 04h00

Uma das principais promessas da natação brasileira para o novo ciclo olímpico, Luiz Gustavo Borges, filho do ídolo Gustavo Borges, se despediu do Esporte Clube Pinheiros no último dia de 2021, após 11 anos. Ele será anunciado como novo nadador do Minas Tênis Clube e vai morar e treinar em Belo Horizonte (MG).

Gus, como é conhecido o nadador, filho de dois grandes nomes do esporte —a mãe dele é a espanhola Barbara Franco—, foi formado no Pinheiros, clube que o pai defendeu durante a maior parte da carreira profissional e onde é sócio-honorário. Esta será a primeira vez que Gus defenderá outra equipe no Brasil.

O nadador, de 22 anos, passou as últimas quatro temporadas nos Estados Unidos, onde estudou e competiu pela equipe da Universidade de Michigan, seguindo os passos do pai. Em maio passado, Gus anunciou uma mudança importante na carreira, entrando no programa da Universidade Virginia Tech para ser treinado pelo espanhol Sergio López.

Os resultados apareceram e Gus, que já vinha se firmando entre os melhores do país (dividiu o quarto lugar na seletiva olímpica), venceu seu primeiro título brasileiro em agosto, no José Finkel, em piscina de 25 metros. Ali, fez a quarta melhor marca de um brasileiro em todos os tempos nos 50m livre em piscina curta, atrás apenas de Cesar Cielo, Nicholas Santos e Bruno Fratus.

Ele, porém, optou por voltar ao Brasil para morar em Belo Horizonte e ser treinado por Sergio Marques, técnico que levou Fernando Scheffer à medalha olímpica nos 200m livre em Tóquio. O investimento feito pelo Minas para ter Gus também pesou na decisão do nadador.

No Pinheiros, Gus era treinado por Alberto Silva, o Albertinho, que deixou o país para assumir o comando da seleção de Portugal depois da Olimpíada. O clube, além de ter perdido o velocista, também não renovou com pelo menos três nadadores de renome no país: Guilherme Basseto (20º nos 100m costas em Tóquio), Lorrane Ferreira e Iago Moussalem.

Mudanças no feminino

Daynara de Paula se despediu do Sesi-SP depois de nove anos defendendo o clube. Vigésima quarta colocada nos 1.500m livre em Tóquio, Beatriz Dizotti postou mensagem emocionada agradecendo ao técnico Sergio Marques, em tom de despedida do Minas. Ontem à noite, a agência que cuida da carreira dela anunciou que Dizotti assinou até o fim de 2024 com a Unisanta.

No clube santista, Bia fará companhia a Ana Marcela Cunha, e também treinará no Maria Lenk, no Rio, onde a campeã olímpica tem sua estrutura. Depois, a Unisanta também anunciou a chegada de Nathalia Almeida, destaque de 2021 na natação feminina, que vem de longa carreira no Flamengo.