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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Calderano vira 4º do mundo e busca medalha inédita no Mundial

Hugo Calderano é campeão em Doha - Divulgação/ITTF
Hugo Calderano é campeão em Doha Imagem: Divulgação/ITTF
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/11/2021 13h13

No papel, o sonho de uma inédita medalha em Mundiais de Tênis de Mesa está cada vez mais perto. Na prática, isso será testado a partir de amanhã (24), quando Hugo Calderano, agora o quarto colocado do ranking mundial, faz sua estreia na edição 2021 do Campeonato Mundial da modalidade, nos Estados Unidos.

Antes de a competição começar em Houston, hoje (23), a Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) atualizou o ranking mundial e confirmou Calderano no quarto lugar da lista, atrás somente de três chineses: Fan Zhendong , Ma Long e Xu Xin. Depois de vencer uma etapa do Circuito Mundial em Doha (Qatar) e vence o Campeonato Pan-Americano, o brasileiro passou o japonês Tomokazu Harimoto e ganhou uma posição, melhorando o recorde de um atleta da América do Sul.

Dos três chineses que dominam a modalidade e conquistaram o ouro por equipes em Tóquio-2020, só Fan, prata no individual, está inscrito no Mundial. E os quatro representantes da China caíram no mesmo lado da chave que, por azar, é também o de Calderano, o que torna o caminho do brasileiro até uma medalha mais difícil.

Eliminado por chineses em 2017 e 2019, Calderano fica de bye na primeira rodada e estreia contra quem vencer entre João Monteiro (Portugal) e Braian Afanador (Porto Rico). Se vencer outros dois confrontos, o brasileiro pode encontrar Jingkun Liang, da China, nas quartas de final. Quem passar enfrenta a chave onde estão os outros três chineses, incluindo Fan.

No masculino o Brasil terá outros quatro representantes: Eric Jouti, Vitor Ishiy, Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro. Desses, o melhor colocado no ranking é Tsuboi, em 38º lugar. Ishiy, em 55º, está em crescimento e foi semifinalista no Pan-Americano.

Entre as mulheres, são duas brasileiras: Caroline Kumahara e a vice-campeã pan-americana Bruna Takahashi, que estreia contra Manika Batra, da Índia, depois de alcançar um inédito 38° lugar no ranking mundial. As duas competem juntas nas duplas femininas, enquanto Bruna joga com Ishiy nas duplas mistas — a parceria foi campeã do Pan. Na competição de duplas masculinas o Brasil terá Monteiro/Tsuboi e Ishiy/Jouti. Calderano vai se dedicar somente à chave de simples.

A competição, que vai até o dia 29, aceitou a inscrição de duplas formadas por atletas de países diferentes. Dois times serão formados por um chinês e um norte-americano, em uma celebração dos 50 anos da "diplomacia do ping pong". Em 1971, no Mundial da modalidade, um americano entrou por engano no ônibus da China. Após o encontro inusitado, a China convidou o time americano a visitar o país, o que marcou o descongelamento da relação diplomática entre os dois países após mais de duas décadas.