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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Maior da história do handebol brasileiro, Duda dá um tempo da seleção

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

14/09/2021 14h09

Maior nome da história do handebol brasileiro e ainda uma das melhores jogadoras do mundo, Duda Amorim decidiu dar um tempo da seleção, ainda sem saber se um dia vai voltar a vestir a camisa 18 do Brasil. Depois de não ser convocada para o Campeonato Centro-Sul-Americano, torneio continental classificatório para o Mundial, a atleta de 34 anos recorreu ao Instagram para explicar o motivo.

"Por enquanto, minha decisão é de não ir mais para a seleção. Não tenho planos para participar do ciclo todo, então prefiro me retirar nesse momento. Agradeço imensamente o carinho de todos e, quanto tiver algo mais oficial, informo vocês", postou em um story.

Procurada pela coluna, Duda avisou que não pretende dar entrevistas no momento e que, por isso, se pronunciou apenas com uma postagem nas redes sociais. Recém-contratada para jogar pelo Rostov, da Rússia, depois de 12 anos no fortíssimo Gyor, da Hungria, a catarinense não tem planos de se aposentar como jogadora de handebol.

Isso deixa em aberto a possibilidade de ela voltar à seleção em um momento mais decisivo do ciclo olímpico, mais perto da Olimpíada de Paris. Os critérios de classificação ainda não foram definidos, mas o usual no handebol é que uma vaga seja dada ao campeão dos Jogos Pan-Americanos de 2023, torneio que o Brasil vence no feminino seguidamente desde 1999.

Na seleção desde 2007, Duda é tricampeã do Pan (2007, 2011 e 2019), foi a quatro Olimpíadas (2008, 2012, 2016 e 2021) e foi uma das melhores jogadoras na conquista do título mundial em 2013. No ano seguinte, foi eleita a melhor do mundo.

A outra brasileira que já foi melhor do mundo, Alexandra, anunciou depois dos Jogos de Tóquio que iria se aposentar, mas está defendendo o Bourg de Péage, da França. A jogadora, que tem 39 anos, disse no Japão que pretende engravidar. Ela ficou fora de quase todo o ciclo olímpico passado e só voltou à seleção em 2020. Alexandra já não foi convocada para o Centro-Sul-Americano, que vai acontecer no início de outubro no Paraguai.

A equipe será treinada por Cristiano Rocha, de forma interina. Técnico em todo o ciclo olímpico passado, o espanhol Jorge Dueñas não teve seu contrato renovado depois do desempenho frustrante em Tóquio, quando a equipe nem passou da primeira fase.