PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Erlon fica fora de Tóquio e Isaquias terá desafio com novo parceiro

Isaquias Queiroz e Erlon de Souza - DAMIEN MEYER/AFP
Isaquias Queiroz e Erlon de Souza Imagem: DAMIEN MEYER/AFP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

02/07/2021 10h25

Maior brasileiro multimedalhista na história dos Jogos Olímpicos, depois de ganhar três medalhas na Rio-2016, Isaquias Queiroz terá um novo desafio nas Olimpíadas de Tóquio. Seu parceiro habitual há mais de sete anos, Erlon Souza, não se recuperou de uma lesão no fêmur e não vai ao Japão. Isaquias vai remar o C2 1.000m ao lado do estreante Jacky Godmann, que tem 22 anos e é da mesma cidade do ídolo da canoagem velocidade brasileira, Ubaitaba.

"Erlon iniciou um quadro de dor no quadril esquerdo em março de 2020. Na ocasião, o atleta realizou exames de ressonância magnética, que indicaram a diminuição na vascularização no fêmur, acarretando lesão no quadril. Depois do diagnóstico, foi iniciado tratamento fisioterápico e medicação com anti-inflamatórios, entre outros", explicou Ana Carolina Corte, médica do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

O tratamento não foi suficiente e ele terá que ser submetido a uma cirurgia para "sanar o problema e possibilitar a sua continuidade na carreira esportiva", continuou Corte. Erlon e Isaquias foram prata no Rio.

Apesar da ausência de Erlon, o Brasil segue cotado à medalha no C2, com Isaquias e Jacky. Os dois já remaram juntos a etapa de Szeged, na Hungria, da Copa do Mundo de Canoagem, em maio. E, lá, diante de praticamente todas as principais duplas do mundo, ganharam o bronze, atrás apenas da dupla alemã Sebastian Brendel e Tim Hecker, que foi ouro, e da cubana, composta por Serguey Torres Madrigal e Fernando Dayan Jorge Enriquez, que foi prata.

Em Tóquio, Isaquias também vai competir no C1 1.000m — o C1 representa que a prova é de canoa para uma pessoa —, em que é o atual campeão mundial. O baiano foi bronze no C1 200m no Rio, mas essa prova saiu do programa. Assim, ele vai brigar por duas medalhas no Japão.

"Estamos muito ansiosos pelos Jogos Olímpicos, bem focados. O nosso objetivo é conquistar medalhas tanto o meu quanto dos nossos adversários vamos batalhar para fazer uma boa competição, quero fazer uma ótima prova e buscar uma medalha dourada, estamos fazendo um bom treinamento para ter boas condições da equipe", comenta Isaquias Queiroz.

Jacky nasceu em Ubaitaba, cidade baiana que é o principal celeiro da canoagem velocidade brasileira, e vem de uma família de grandes atletas. Ele é sobrinho de Valdenice Conceição, medalhista pan-americana em Toronto 2015 e atleta olímpica do Jogos Olímpicos Rio-2016, de Vilson Conceição do Nascimento, que foi medalhista de Prata nos Jogos Pan-americanos Rio 2007 no C2 1000 metros.