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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

"Contra a vacina", Venturini toma Pfizer e justifica: "para viajar o mundo"

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

27/06/2021 13h57

A ex-jogadora de vôlei Fernanda Venturini, que esta semana foi preterida na lista do Hall da Fama da modalidade, postou vídeo no Instagram dizendo que é contra a vacina contra a covid, mas que iria tomar a da Pfizer para "poder viajar o mundo". Ela tem 50 anos e, pelo calendário paulistano, poderia ter se vacinado desde o último dia 19.

"Gente, olha onde eu e Zeca a gente está.. A gente veio pedalando para tomar a vacina. Eu sou contra a vacina, mas como eu quero viajar o mundo eu vou tomar. Vou tomar Pfizer que eu acho que é menos pior", disse ela em story publicado ontem (26).

Também pelo Instagram, ela deu dica de onde era possível tomar vacina da marca Pfizer. "Que esse vírus do mal suma e não volte nunca mais!! Quem mora em São Paulo, aqui está vazio vazio. É Pfizer até acabar depois vai entrar a Janssen", escreveu.

Venturini se separou recentemente do técnico Bernardinho, com quem se relacionou durante os últimos 25 anos. Desde então, ela vive metade do tempo no Rio de Janeiro (onde morava com Bernardinho) e metade em São Paulo.

A postura de muitos brasileiros de tentarem escolher que vacina tomar tem sido bastante criticada por especialistas, por atrasar o ritmo de vacinação. Ao UOL News, o médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Gonzalo Vecina Neto, disse na sexta que a tentativa de escolher a vacina contra a covid-19 é "ignorância" e que as pessoas sabem apenas uma parte da verdade.

"Acredito que o que as pessoas têm apresentado é ignorância. Elas sabem uma parte da verdade, de que as vacinas têm diferentes eficácias e todo mundo quer tomar a de 95% [da Pfizer], mas não tem a de 95% para todo mundo e não terá nem no ano que vem", afirmou Vecina no UOL News.