PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Serginho, Giovane e Ricardo entram no Hall da Fama; Bernardinho fica fora

Giovane comemora título da Liga Mundial em 2003 - FIVB
Giovane comemora título da Liga Mundial em 2003 Imagem: FIVB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

24/06/2021 13h17

O Hall da Fama do Vôlei anunciou os nove escolhidos para fazerem parte da turma de 2021 na lista dos maiores nomes da história da modalidade. E três deles são brasileiros: os bicampeões olímpicos do vôlei de quadra Giovane Gávio e Serginho "Escadinha" e o campeão olímpico do vôlei de praia Ricardo Santos. O espaço é localizado em Holyoke (Masschusetts), nos Estados Unidos, onde o vôlei foi criado.

Inicialmente havia cinco brasileiros entre os 25 indicados. Além deles, também estavam Bernardinho, que tem seis medalhas olímpicas como treinador (duas de cada cor) e uma de prata como atleta, e a ex-esposa dele e ex-levantadora da seleção Fernanda Venturini, bronze em 1996. Mas nenhum dos dois foi escolhido.

O Hall da Fama promoveu uma votação online que daria um voto do público para cinco escolhidos, e este seria considerado na eleição feita por um comitê de notáveis. Para os fãs, Giovane foi segundo, Bernardinho terceiro, Serginho o quarto e Ricardo o quinto. Dos quatro, só o treinador não foi selecionado.

Entre a indicação e o anúncio dos escolhidos, Bernardinho anunciou que vai treinar a França depois da Olimpíada de Tóquio. Um dos critérios de elegibilidade é estar aposentado há pelo menos cinco anos (exatamente o tempo desde a última participação de Bernardinho como técnico do Brasil).

Das 146 pessoas que fazem parte do Hall da Fama do Vôlei, 14 são brasileiros: Bernard, Maurício, Giba, Nalbert, Fofão, Ana Moser, Emanuel, Loiola, Jackie Silva, Shelda, Adriana Behar, Sandra Pires, Carlos Arthur Nuzman e Bebeto de Freitas. Todos foram jogadores, mas os dois últimos se destacaram como dirigente (Nuzman) e treinador (Bebeto).

Na lista divulgada ontem (23) também aparecem Taismary Aguero (jogou por Itália e Cuba, tem quatro medalhas olímpicas), Sergey Tetyukhin (russo campeão olímpico), Clay Stanley (americano que foi a quatro Olimpíadas), Logan Tom (americana que tem duas pratas olímpicas), Todd Rogers (campeão olímpico no vôlei de praia) e Andre Meyer (luxemburguês que presidiu a federação europeia).

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado inicialmente, Logan Tom não foi campeã olímpica. Ela ganhou duas medalhas de prata. O erro foi corrigido.