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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Judô fecha time com 13 nomes e convoca Suelen e Baby para Tóquio

Maria Suelen, a técnica Rosicleia Campos, e Bia Souza - Lara Monsores/CBJ
Maria Suelen, a técnica Rosicleia Campos, e Bia Souza Imagem: Lara Monsores/CBJ
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

16/06/2021 14h38

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) anunciou hoje (15) a convocação de 13 atletas para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, um nome a menos do que a cota máxima permitida na Olimpíada, de um judoca por categoria. É a primeira vez desde Pequim-2008 que o time não vai completo. Na categoria até 57kg feminina, da suspensa Rafaela Silva, o Brasil não terá representantes.

Dos 13 nomes, 11 já eram conhecidos, porque os atletas cumpriam claramente os critérios previamente estabelecidos pela confederação. Mas havia dúvida nas duas categorias pesadas. Nesses casos, a decisão coube à comissão técnica, também com base em critérios previamente anunciados, neste caso mais subjetivos.

No pesado feminino, foi convocada Maria Suelen Altheman, de 32 anos, que vai para a terceira Olimpíada, com Bia Souza, de apenas 23 anos, sendo preterida. As duas ganharam medalha de bronze no Mundial disputado na semana passada na Hungria, mas a Olimpíada não permite a inscrição de duas atletas do mesmo país numa categoria, como no Mundial. No ranking olímpico, Suelen deve terminar à frente — a versão final deveria ter saído antes da convocação, mas não foi publicada ainda.

No masculino, Rafael Silva, medalhista de bronze nas últimas duas Olimpíadas, ganhou mais uma vez a corrida interna contra David Moura. No fim de semana, Moura foi eliminado de forma precoce no Mundial, enquanto Baby chegou à disputa pelo bronze e terminou em quinto. Na ocasião, Moura parabenizou o companheiro pela vaga olímpica.

Também diferente do Mundial, só atletas convocados para as competições individuais podem participar da disputa por equipes mistas, no último dia do programa olímpico do judô. Assim, David e Bia, fundamentais para que o Brasil conquistasse o bronze coletivo no Mundial, domingo, também ficam fora dessa competição por equipes.

No masculino o Brasil terá Eric Takabatake (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Eduardo Barbosa (73kg), Eduardo Yudi (81kg), Rafael Macedo (90kg), Rafael Buzacarini (100kg) e Rafael Silva (+100kg). Desses, só Baby chega como um dos oito cabeças de chave de sua categoria.

No feminino a seleção brasileira vai a Tóquio com Gabriela Chibana (48kg), Larissa Pimenta (52kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Portela (70kg), Mayra Aguiar (78kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg). As quatro últimas são cabeças de chave.

Na comparação com o time que foi à Olimpíada do Rio são sete novidades. Ou seja, metade da equipe de 14 que competiu em 2016 foi renovada. Contudo, nenhum dos sete novatos chega bem cotado a medalha em Tóquio, como cabeça de chave. As principais esperanças são Ketleyn Quadros (primeira medalhista mulher do judô, em 2008), Baby, Suelen, Portela (que vão à terceira Olimpíada), Mayra (à quarta).