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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Bufoni se vê mais pressionada que meninas de 13 anos: "Para mim é trabalho"

Pâmela Rosa, Rayssa Leal e Letícia Bufoni - Divulgação
Pâmela Rosa, Rayssa Leal e Letícia Bufoni Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

11/06/2021 04h00

Referência do skate feminino no Brasil, Letícia Bufoni admite que vai pressionada à Olimpíada. Quinta colocada no Mundial de Skate Street que foi disputado no fim de semana, a brasileira de 28 anos ficou atrás de duas meninas de apenas 13 anos: a japonesa Momiji Nishiya, que ficou com a prata, e a também brasileira Rayssa Leal, que foi bronze.

"Ela (Rayssa) não pensa muito no que está acontecendo, ela está ali brincando. Para ela, é uma brincadeira, para mim, é meu trabalho. Eu tenho toda essa pressão por trás que todo mundo quer ver eu vencer. Ninguém fala: 'Boa sorte, se divirta'. Para mim é: 'Boa sorte, vai ganhar, né?' É uma pressão que sofro de todos os lados", reclamou Bufoni em entrevista coletiva do time da Oi para a Olimpíada.

"Estou trabalhando a pressão na minha cabeça, me divertir. A gente quer mostrar que skate é estilo de vida, mostrar o que realmente é, e não só ganhar uma medalha", afirmou Bufoni, que tem destaque na cena do skate mundial desde 2010, quando ganhou sua primeira medalha nos X-Games.

Também presente à entrevista coletiva, Pedro Barros falou sobre um tema que tem causado discussão no skate: o critério de julgamento dos árbitros. No Drew Tour, disputado no mês passado, nos Estados Unidos, os três brasileiros classificados para Tóquio no park (ele, Pedro Quintas e Luizinho) fizeram voltas de nível técnico baixíssimo, de iniciante, em protesto pelas notas baixas dadas ao rival Tom Schaar, norte-americano.

"Está chegando a Olimpíada e a gente não quer ver aquele julgamento em uma competição importante para todos nós. Sempre teve algumas coisas básicas que são os valores que eles utilizam para os julgamentos e os critérios foram esquecidos durante essa competição. Ou trocados, sem talvez nos informar ou informar aos competidores", reclamou.