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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Medina diz que achou 'fórmula perfeita' sem carne e espera Slater em Tóquio

Yasmin Brunet e Gabriel Medina comemoram título do surfista na etapa de Rottnest Search  - Reprodução/Instagram
Yasmin Brunet e Gabriel Medina comemoram título do surfista na etapa de Rottnest Search Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

10/06/2021 16h15

Com a expectativa de ondas pequenas na competição de surfe de Tóquio, o peso corporal pode ser uma das chaves do sucesso na Olimpíada. Atletas mais pesados tendem a ter menos agilidade, que será determinante em um torneio em que as notas tendem a ser mais baixas do que se vê no circuito da WSL, com ondas melhores.

Gabriel Medida sabe disso e acredita que, sem carne vermelha, está no auge da forma. "Eu comia de tudo um pouco. Cortei carne vermelha, mas como peixe ainda. Isso tem me ajudado bastante. Tenho médicos me ajudando com suplementação e tudo mais, porque a gente é atleta e precisa. Tem sido um ano legal. Tenho entendido mais meu corpo de como funciona, questão de energia, saúde, nunca estive melhor. E fico feliz de ter encontrado uma fórmula perfeita para mim", afirmou em coletiva da equipe de patrocinados da Oi para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

No ano passado, quando revelou que pretendia perder peso até a Olimpíada, Medina também levantou a hipótese de trocar de prancha visando a Olimpíada, para uma mais leve. Hoje (10) ele disse que pensou bem e deve manter a que está acostumado. "Tenho testado algumas pranchas, mas devo usar o que eu uso sempre. Tenho testado quilhas diferentes, estou testando umas futures que tenho gostado bastante. Eu acredito muito no equipamento que sempre usei", afirmou.

O líder do circuito mundial de surfe também falou da expectativa pela expectativa de acabar encontrando, em Tóquio, o multicampeão Kelly Slater, uma lenda da modalidade, mas que não conseguiu a classificação para representar os Estados Unidos na estreia olímpica. É que John John Florence, bicampeão mundial, natural do Havaí, passou recentemente por uma cirurgia e pode acabaar ficando fora de Tóquio-2020. Nessa hipótese, Slater pode acabar sendo chamado.

"Eu não descartaria o Kelly nas Olimpíadas, pode ser que ele apareça sim. Lesão é um negócio chato. Não sei como vão voltar, se vão voltar", comentou Medina, em referência também a Kohole Andino, o outro americano classificado para Tóquio, que não competiu na perna australiana da WSL porque teve uma lesão no tornozelo.