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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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COB integra movimento que deve esvaziar desfile de abertura da Olimpíada

Delegação brasileira anima a galera na abertura da Rio-2016. - REUTERS/Stefan Wermuth
Delegação brasileira anima a galera na abertura da Rio-2016. Imagem: REUTERS/Stefan Wermuth
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

10/06/2021 04h00

Diversão para alguns espectadores, momento maçante para outros, a Parada das Nações dos Jogos Olímpicos de Tóquio será diferente. O Brasil está entre os países que se anteciparam e avisaram o Comitê Organizador que não irão enviar uma delegação expressiva para participar do tradicional desfile da cerimônia de abertura, marcada para o dia 23 de julho.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) entendeu que juntar os atletas para a cerimônia seria uma forma de colocá-los sob risco desnecessário em uma competição na qual o maior medo é testar positivo para covid e ser barrado do evento para o qual treinaram por cinco anos. Ainda que haja um protocolo bem pensando, a cerimônia de abertura é, naturalmente, uma aglomeração.

Os atletas precisam se reunir na Vila Olímpica, ir de ônibus até o Estádio Olímpico e, lá, esperar por horas do lado de fora, junto a milhares de esportistas de outros países. Para quem já desfilou em uma escola de samba, é praticamente a mesma coisa.

Enquanto os organizadores de Tóquio não anunciam uma decisão sobre o formato da cerimônia, o Brasil está entre os países que avisaram que, independentemente do que for decidido, não vai levar delegação. Estados Unidos, Canadá e outros já fizeram o mesmo.

Por isso, a tendência é que a cerimônia seja muito mais enxuta, com a participação de apenas um grupo mínimo de representantes por país. Isso reduziria a demanda por transporte, o tempo de espera, e perigo de contato, protegendo os atletas do risco de pegarem o coronavírus.

O COB tem dois contratos de patrocínio específicos para as cerimônias de abertura e encerramento, com a Vollner, para vestir os atletas, e com a Havaianas, para calçá-los. As duas empresas já foram informadas da decisão do comitê, que visa priorizar a parte esportiva.