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REPORTAGEM

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Seleção de vôlei volta a jogar após 605 dias em vestibular para Tóquio

Jogadoras da seleção feminina de vôlei - Reprodução/Instagram
Jogadoras da seleção feminina de vôlei Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

25/05/2021 04h00

A seleção brasileira feminina de vôlei volta a realizar uma partida, hoje (25), depois de 605 dias desde a última vez em que esteve em quadra, pela Copa do Mundo de 2019. Às 16h, pelo horário de Brasília, o time de José Roberto Guimarães começa sua campanha na Liga das Nações, em Rimini, na Itália, em duelo contra o Canadá. O SporTV 2 transmite.

Desde a última vez que a equipe entrou em quadra, muita coisa mudou, no mundo e no time, em si. A começar pela capitã da equipe, Fabiana, que teve bebê recentemente e está afastada do vôlei. Na Olimpíada de Tóquio, ela não será jogadora, mas comentarista, assim como Thaisa, outro pilar do time, que resolveu se aposentar da seleção.

Remontar o Brasil sem suas duas centrais titulares é um dos desafios de Zé Roberto para a Liga das Nações, novo nome do Grand Prix. Pelas regras usuais, as equipes rodariam o mundo para diversos jogos em cinco finais de semana, mas dessa vez todos os times vão ficar em Rimini. Assim, serão insanos 15 jogos de hoje até 20 de junho em uma mesma cidade. Depois, os quatro melhores ainda avançam para a fase final.

Pelo regulamento da bolha italiana, cada equipe pode levar 25 pessoas, entre atletas e comissão técnica, cabendo a cada país dosar as credenciais. Zé Roberto optou por ter 18 jogadoras, das quais 14 podem participar de cada "semana", composta por uma sequência de três jogos. Dessas, 12 irão para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Assim, a Liga das Nações é um vestibular. Levantadoras são três: Macris, Dani Lins e Roberta. A primeira está com os dois pés em Tóquio, enquanto as outras brigam por uma vaga. No meio da rede são cinco jogadoras para, em tese, três vagas. Carol, Carol Gattaz, Adenízia, Mayany e Bia concorrem.

A disputa também promete ser boa entre as opostas. Tandara, Rosamaria, Lorenne e Sheilla vão à Itália, mas a presença da bicampeã olímpica em Tóquio está longe de ser garantida, até porque Tandara é titular, Lorenne vem em ascensão e Rosamaria pode ser coringa, jogando também na ponta. Nesta posição, aliás, o Brasil tem mais talento do que vagas no time, servido de Fê Garay, Gabi, Natália e a estreante e a promissora Ana Cristina, de apenas 17 anos.

"Acreditamos que precisamos jogar e colocar as nossas jogadoras em ação para irmos moldando o time e ver quais são as jogadoras que vão representar o Brasil nos Jogos de Tóquio. Temos que aproveitar ao máximo esse tempo na Itália para chegarmos bem em Tóquio que é o nosso principal objetivo", comentou Zé Roberto.

Forte candidata ao ouro em Tóquio, a China vai levar um time misto para Rimini. Por enquanto, sem a estrela Ting Zhu, que pode se unir ao elenco, com outras titulares, a partir de 9 de junho. Itália e Sérvia, também cotadas a medalha na Olimpíada, vão jogar a competição com um grupo alternativo, poupando as olímpicas, que vão ficar treinando até Tóquio. Assim, sobram Rússia, Estados Unidos e Turquia para fazerem frente ao Brasil.