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REPORTAGEM

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Brasil falha no remo e na maratona, mas conquista vagas olímpicas no MTB

Brasileiros no Pré-Olímpico de Remo - Divulgação
Brasileiros no Pré-Olímpico de Remo Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

16/05/2021 12h30

Faltando dez semanas para o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o momento é de definição de quem vai e quem não vai para a Olimpíada. Hoje (16) o Brasil passou em branco na Repescagem Mundial do Remo, na Suíça, e viu seus representantes falharem na busca pelo índice na fortíssima Maratona de Milão, na Itália. Mas, no mountain bike, foram confirmadas três vagas após um desempenho para lá de frustrante na Copa do Mundo de Nové Mesto, na República Tcheca.

No remo, o Brasil vai ter só um representante nos Jogos de Tóquio, Lucas Verthein, atleta do Botafogo, que venceu o Pré-Olímpico continental disputado no Rio de Janeiro, em março, no single skiff masculino. Outras vagas poderiam vir pela Repescagem, disputada em Lucerna, na Suíça, e que teve seu desfecho hoje. Mas todos os barcos brasileiros pararam nas semifinais: o de Gabriel Campos e Willian Giaretton no Dois Sem, de Isabelle Falck e Vanessa Camargo e de Emanuel Borges e Evaldo Becker no double skiff pelo leve.

Na Itália aconteceu uma das raras provas de maratona em meio à pandemia, só com atletas de elite, mas o Brasil não conseguiu levar seus principais nomes no masculino. Entre os brasileiros na Maratona de Milão, o melhor foi Flávio Enrique Guimarães, com 2h16min35, mais de 10 minutos depois do primeiro colocado e cinco minutos acima do índice exigido pela World Athletics. No feminino, Andreia Hessel fez a prova em 2h35min46s, a seis minutos do índice.

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) dá como certo que os dois brasileiros que já correram abaixo do índice, Daniel Chaves e Paulo Roberto de Paula, estarão em Tóquio, ainda que mais de 100 atletas do mundo todo tenham índice e a prova permita, em tese, apenas 80 inscrições. No fim de semana que vem, Daniel Nascimento corre a Maratona de Lima, no Peru, depois de um camping no Quênia, e tem expectativa de fazer índice também. No feminino o Brasil não terá representantes em Tóquio.

Em Milão, a vitória ficou com o queniano Ekiru Titus, com 2h02min57. O resultado é o sexto melhor da história das maratonas e o coloca em quinto no ranking mundial de todos os tempos — é que Eliud Kipchoge correu abaixo disso em duas oportunidades. Mesmo assim, Titus não vai para a Olimpíada pelo Quênia. No feminino venceu Gabrakidan Hiwot, da Etiópia, com 2h19min35.

Também hoje aconteceu na República Tcheca uma etapa da Copa do Mundo de mountain bike. Líder do ranking mundial até o mês passado e hoje o 3º colocado, Henrique Avancini foi muito mal e terminou só em 23º exatamente no circuito onde conquistou sua primeira vitória, na temporada passada. Ele já havia sido apenas 10º na prova da última semana, na Alemanha.

Apesar disso, a pontuação dele, principalmente, deixou o Brasil em sexto no ranking de nações (que considera três atletas de cada país), com duas vagas em Tóquio. Luiz Henrique Cocuzzi deve ser o outro convocado. No feminino o Brasil entrou na bacia das almas, com apenas uma atleta, que será Jaqueline Mourão ou Raiza Goulão. Hoje, Raiza foi 62º e Jaqueline foi uma das primeiras eliminadas.

Na canoagem, Isaquias Queiroz e Jacky Godmann ficaram com a medalha de bronze no C2 1.000m, prova olímpica, na Copa do Mundo de Szeged, na Hungria. Isaquias costuma competir essa prova ao lado de Erlon Souza, que foi poupado depois de uma lesão no quadril. Ou seja: a medalha, em uma prova na qual o Brasil deve brigar por pódio em Tóquio, veio mesmo com Jacky, que é considerado reserva. Isaquias ainda competiu, meia hora depois, na final do C1 500m, prova não olímpica. Ele vinha bem, perto da medalha, mas desistiu quando sentiu cansaço. Ontem, o baiano já havia sido prata no C1 1.000m.