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REPORTAGEM

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Varejão volta ao basquete por 10 dias e ainda quer seleção e Olimpíada

O pivô da seleção brasileira Anderson Varejão, durante a Copa do Mundo de Basquete na China em 2019 - VCG/VCG via Getty Images
O pivô da seleção brasileira Anderson Varejão, durante a Copa do Mundo de Basquete na China em 2019 Imagem: VCG/VCG via Getty Images
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

04/05/2021 16h59

Sem jogar desde meados de 2019, Anderson Varejão está de volta ao basquete. Ele assinou contrato e vai defender o Cleveland Cavaliers pelos próximos 10 dias, até o final da fase regular da atual temporada da NBA. Aos 38 anos, o pivô volta a sonhar com disputar o Pré-Olímpico pelo Brasil no começo de julho e, se a vaga olímpica vier, representar a seleção também nos Jogos de Tóquio.

"Sempre estive a disposição da seleção, agora não seria diferente, mas não depende de mim. Foi falado que com esse tempo fora da seleção seria um pouco diferente, mas agora estando aqui com Cleveland pelo restante da temporada pode mudar alguma coisa. Vamos ver o que eles têm em mente, o que estão pensando, e estarei à disposição. Antes dava para entender. Eu estava sem clube, sem jogar, agora vamos ver se muda alguma coisa", afirmou em entrevista coletiva hoje (4).

Varejão se referia a uma entrevista do técnico da seleção brasileira, Aleksandar Petrovic, ao canal de Youtube Área Restritiva no qual o treinador afirmou que não contava mais com o pivô. "(Varejão) é um jogador que não atua há quase dois anos. Numa seleção brasileira não posso testar um atleta que não joga. Conversamos muito durante esse período, ele deixou claro os motivos que o deixaram fora das quadras, mas em junho eu preciso que todos os jogadores estejam aptos para a guerra", explicou o treinador, que inclusive já anunciou que vai convocar Lucas Mariano, Cristiano Felício, Augusto Lima, Rafael Mineiro e Rafael Hettsheimer.

Peça fundamental para a seleção até o Mundial de 2019, Varejão não renovou contrato com o Flamengo e, depois daquela competição na China, não entrou mais em quadra. Ele optou por se dedicar à família enquanto a esposa estava grávida, voltou a morar em Cleveland, e aí veio a pandemia.

"Primeiro fiquei treinando na garagem, depois tive que mudar para o porão da casa, treinando lá para me manter em forma para esse momento. Não foi fácil, foi duro, você imagina treinar sozinho por todo esse tempo. Tive uns breaks e tal, fiquei uns dias sem treinar, não foi fácil, mas isso foi uma das coisas que marcaram minha carreira: nunca desistir, sempre com a cabeça firme e forte", afirmou.

O contrato é curto, por apenas 10 dias, o suficiente para terminar a temporada regular. Com 21 vitórias e 43 derrotas, os Cavaliers não têm mais chance de classificação para os playoffs, o que sequer permite a Varejão sonhar em continuar jogando pela franquia por mais uns dias. "Eu estou feliz, vou aproveitar esse momento ao máximo, esse restante de temporada, Vou fazer o que puder para ajudar dentro e fora de quadra, ajudar os mais novos, passar minha experiência", disse.