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REPORTAGEM

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Justiça determina que Confederação de Hipismo faça nova eleição

Bárbara Laffranchi e Kiko Mari - Divulgação
Bárbara Laffranchi e Kiko Mari Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

04/05/2021 15h23

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) realize nova eleição, anulando as duas realizadas paralelamente em janeiro. A entidade tem sido gerida por Kiko Mari, que foi eleito pelo grupo de situação, que tinha menos votos entre o total do colégio eleitoral, do que a oposição.

Durante a assembleia realizada em um hotel do Rio de Janeiro, a comissão eleitoral acatou um pedido da situação e impediu a federação do Rio de Janeiro de votar, porque sua presidente, que mora há mais de 40 anos no Brasil, não nasceu aqui, mas em Portugal — o estatuto da CBH diz que só podem ocupar os poderes da confederação brasileiros natos e foi usada interpretação de que a assembleia geral é um poder.

Também a federação de Alagoas, mais uma de oposição, foi impedida de votar. Já a federação do Ceará, que era aliada da situação, foi autorizada. Revoltado, o grupo de oposição saiu da sala onde acontecia a assembleia e realizou outra no corredor, diante de uma cartorária, elegendo Bárbara Laffranchi. O presidente até então, Ronaldo Bittencourt, reconheceu a assembleia do seu grupo político e deu posse a Kiko Mari.

Depois disso, a disputa seguiu na Justiça. No mês passado, a Justiça decidiu que voto do Rio deveria ser considerado, mas isso não solucionou a disputa, uma vez que a votação que a CBH considera oficial só teve participação da situação e, sozinho, o voto do Rio não mudaria o resultado.

A oposição seguiu contestando a eleição e conseguiu, no fim da semana passada, uma decisão do juiz João Marcos de Castello Branco Fantinato sustando as duas assembleias realizadas no mesmo dia em janeiro e "determinando a realização de nova (eleição) na forma estatutária".

Procurada, a CBH informou que entrou com recurso e não vai se pronunciar no momento. A gestão Kiko Mari não é reconhecida pela ampla maioria dos atletas brasileiros, incluindo aí Doda e Rodrigo Pessoa.