PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Caixa anuncia mais quatro anos de patrocínio à ginástica por R$ 30 milhões

Caixa renova patrocínio da ginástica - Ricardo Bufolin/CBG
Caixa renova patrocínio da ginástica Imagem: Ricardo Bufolin/CBG
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

03/05/2021 15h36

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (3) um novo contrato de patrocínio à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). O contrato antigo venceu em 31 de dezembro e o novo vai envolver a marca Loterias Caixa, pelo valor de R$ 30 milhões por quatro anos, até maio de 2025, incluindo, portanto, os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, e os de Tóquio, em julho. Esse é o primeiro contrato de patrocínio ao esporte olímpico assinado em mais de 28 meses de governo Jair Bolsonaro (sem partido).

Em momento único na história recente do esporte brasileiro, o Brasil passou o fim de semana passado sem nenhum patrocínio de estatal às confederações, uma vez que o contrato entre o Banco do Brasil e o vôlei venceu no fim de abril. Os últimos contratos da Caixa terminaram no dia 31 de dezembro do ano passado e nenhum havia sido renovado até hoje. Os antigos acordos dos Correios com desportos aquáticos, tênis e rúgbi, foram descontinuados ainda em 2019.

O primeiro deles a ser retomado é o da ginástica. Durante a apresentação desta tarde, o presidente do banco, Pedro Guimarães, e o secretário especial do Esporte, Marcelo Magalhães, bateram na tecla de que a Caixa é o "banco da matemática". "Matematicamente, a ginástica foi com quem mais conseguimos atingir esse equilíbrio", explicou Guimarães. "É o banco da matemática, tem que fazer conta para a conta fechar. Mérito da ginástica", ressaltou Magalhães.

Durante as negociações com as confederações, a Caixa mudou a forma de calcular a precificação de patrocínios e a ginástica conseguiu atingir um balanço entre entrega e valores que agradasse às duas partes. De acordo com a Caixa, serão R$ 30 milhões por quatro anos, um aumento na comparação com os R$ 20 milhões dos últimos quatro anos (R$ 23,7 milhões corrigidos). No ciclo olímpico para o Rio, porém, foram pagos R$ 35 milhões em valores nominais da época.

A expectativa é que, nas próximas semanas, sejam assinados novos contratos com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e com o Comitê Paraolímpico do Brasil (CPB). Os novos contratos da ginástica e do atletismo passam a ser pagos com recursos do Fundo para Desenvolvimento das Loterias, um montante reservado da venda de bilhetes lotéricos e que é destinado à promoção e publicidade das Loterias. Antes o dinheiro saia da verba de publicidade do banco Caixa Econômica Federal.

Na live de anúncio do contrato da Caixa com a CBG, o secretário especial do Esporte, Marcelo Magalhães, anunciou também o apoio do governo federal à realização de três etapas de Copa do Mundo no ano que vem, sem detalhar as disciplinas da ginástica, e a climatização do ginásio onde a seleção de ginástica rítmica treina diariamente, em Aracaju (SE), cidade da presidente Maria Luciene Resende.

A secretaria, porém, vem afirmando que não vai renovar a certificação da CBG, por causa da reeleição de Luciene para terceiro mandato, o que fere, no entender da pasta, a Lei Pelé. Assim, se o governo cumprir o que promete, a confederação ficará impedida de receber dinheiro público, o que impediria o governo de cumprir o que prometeu hoje.