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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Mais seis brasileiros asseguram vaga olímpica na natação

Seletiva brasileira de natação - Satiro Sodré/SSPress/CBDA
Seletiva brasileira de natação Imagem: Satiro Sodré/SSPress/CBDA
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

20/04/2021 19h19

No estouro do cronômetro, literalmente, dois Guilhermes alcançaram o índice olímpico na etapa de hoje (20) da seletiva nacional que está sendo disputada no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio. Guilherme Basseto bateu em 53s84, um centésimo à frente do companheiro de treinos Guilherme Guido, que por sua vez fez exatamente os 53s85 necessários. Além deles, Fernando Scheffer e Breno Correia conquistaram vaga nos 200m livre e serão acompanhados, no 4x200m livre, por Murilo Sartori e Luiz Altamir Melo. Dos seis, quatro são estreantes.

Ontem dois atletas já haviam feito o índice A da Federação Internacional de Natação (Fina), exigido pela confederação brasileira: Guilherme Costa, com recorde sul-americano nos 400m livre, e Felipe Lima, nos 100m peito. Antes deles, Bruno Fratus, que foi liberado de viajar ao Brasil para a competição, fez o índice nos 50m livre em um evento nos EUA que havia sido escolhido para valer como seletiva para ele.

A seletiva no Rio vai até sexta-feira com as provas individuais e, no sábado, terá tomada de tempo para os revezamentos femininos e mistos que buscam vaga pela repescagem do ranking mundial. Depois, no dia 12, cinco nadadores que tiveram covid recentemente terão a chance de também buscarem índice. Entre eles, destaque para Viviane Jungblut, que tem boas chances nas provas de fundo.

Seis passaportes carimbados

O ponto alto do dia foi os 200m livre, prova que vem ganhando importância na natação brasileira depois do título e do recorde mundial do 4x200m em piscina curta em 2018. Em disputa parelha, dois atletas fizeram índice para nadar a prova individual em Tóquio: Fernando Scheffer (1min46s28) e Breno Correia (1min46s78), ambos estreantes em Jogos Olímpicos.

Aos 18 anos, Murilo Sartori, representando Americana (SP), bateu em terceiro e será convocado para nadar o revezamento 4x200m, assim como Luiz Altamir Melo, que terminou em quarto e vai nadar a Olimpíada pelo Ideal Clube, de Fortaleza (PE). Felipe Ribeiro, que foi segundo nas eliminatórias, piorou seu tempo e não conseguiu vaga.

Nos 100m costas também vai ter estreia olímpica. Aos 24 anos, Guilherme Basseto venceu o colega de treinos Guilherme Guido, dez anos mais velho, e se classificou no estouro do cronômetro, um centésimo abaixo do índice olímpico. Já Guido vai para sua terceir edição dos Jogos, depois de competir em Pequim, em 2008, e no Rio, em 2016.

Mulheres por enquanto fora

Entre as mulheres, a etapa começou com apenas quatro nadadoras largando para os 100m costas. Etiene Medeiros, como de costume, saiu vitoriosa, com 1min01s37, mas passou longe do índice necessário, 1min00s25, marca que vinha fazendo antes da pandemia. Ela, porém, terá uma segunda chance de fazer a marca necessária, porque no sábado (24) vai acontecer uma tomada de tempo para os revezamentos femininos, incluindo o 4x100m medley, que será aberto pela pernambucana.

Jhennifer Conceição também volta no sábado. A nadadora do Pinheiros bateu o recorde brasileiro dos 100m peito pela manhã, 1min07s35, mas piorou à noite, com 1min08s08, ficando a um segundo do índice olímpico. Caso o revezamento consiga vaga, ela poderia nadar os 100m peito em Tóquio.

Ainda assim a conta é complexa, porque cada revezamento só pode levar dois atletas que não têm vaga em provas individuais. Ainda que o 4x100m medley feminino conquiste a classificação, duas das nadadoras precisariam ter índice A. Mas três das componentes já disputaram a seletiva e não o alcançaram: Etiene, Jhennifer e Giovanna Diamante, nos 100m borboleta. Elas, porém, podem ser escaladas também na tomada de tempo do 4x100m medley misto e conseguir vaga por essa prova.