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REPORTAGEM

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Radamés é internado com covid após após entregar taça da Superliga

Radames entrega taça para Carol Gattaz - Wander Roberto/Inovafoto/CBV
Radames entrega taça para Carol Gattaz Imagem: Wander Roberto/Inovafoto/CBV
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

10/04/2021 16h50

Responsável por entregar a taça da Superliga Feminina nas mãos de Carol Gattaz na segunda-feira (5), o vice-presidente e principal dirigente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Radamés Lattari, foi internado com covid ontem (9) em um hospital do Rio de Janeiro.

De acordo com a CBV, Radamés foi internado "por precaução". "O dirigente encontra-se em estado estável, com nível de oxigenação normal e sem febre", detalhou a entidade. Em mensagem a amigos, a esposa de Radamés explicou que o marido ficou no hospital para ser monitorado. "A saturação estava em 92 e os médicos preferiram deixa-lo no hospital. Ele está bem, está no quarto com oxigênio", escreveu.

O Centro de Desenvolvimento do Vôlei (CBV) em Saquarema estava cheio no início da semana. Na segunda-feira foi realizada a partida final da Superliga Feminina, entre Praia Clube e Minas Tênis Clube, quando também já estavam na "bolha" do vôlei os dois dos quatro times semifinalistas da Superliga Masculina e os primeiros convocados das seleções masculina e feminina, além das comissões técnicas destas.

"Antes de entrar no CDV, Radamés testou negativo para covid e apenas por isso sua entrada no recinto foi liberada. Não se pode concluir, portanto, que quando o dirigente esteve no CDV ele já havia sido infectado", alega a CBV. Durante sua presença na final da Superliga Feminina, na última segunda-feira, o dirigente cumpriu todos os itens do protocolo e usou máscara e luvas", complementou a confederação.

Para entrar na "bolha", jogadores, membros da comissão técnica, árbitros e dirigentes são submetidos a teste de covid. Só depois do resultado negativo é que eles são autorizados a entrar e a permanecer em um ambiente que, em tese, deveria ser seguro. Uma vez na bolha, ninguém é autorizado a sair, exceto de forma definitiva — por exemplo, quando uma equipe é eliminada. Radamés entrou na bolha no sábado e ficou até segunda-feira depois da final.

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Encerrada a decisão, que ele assistiu ao lado dos técnicos José Roberto Guimarães e Renan Dal Zotto, Radamés entregou, de luvas, a taça do Minas, que depois rodou de mão em mão entre o elenco campeão da Superliga, sendo beijado pelas jogadoras. Além disso, como mostram imagens, o vice-presidente esteve próximo das atletas, usando apenas uma máscara cirúrgica, enquanto elas estavam sem máscara.

Segundo a CBV, nenhum outro atleta ou membro de comissão técnica das equipes finalistas da Superliga testou positivo posteriormente. "Desta forma, a CBV reitera sua confiança no sistema adotado para as finais de seus torneios e deseja a Radamés pronta e rápida recuperação", encerrou a confederação.