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Olhar Olímpico

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Brasil perde a 4ª seguida e não vai à Olimpíada no polo aquático

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

17/02/2021 19h18

A seleção masculina de polo aquático falhou na tentativa de se classificar para os Jogos Olímpicos de Tóquio. A equipe fechou hoje (17) sua participação no Pré-Olímpico Mundial, jogado em Roterdã (Holanda), com sua quarta derrota em quatro jogos, desta vez para a Geórgia, por 12 a 8. O time teria mais uma partida, amanhã, contra a Turquia, mas o rival foi desclassificado depois de um surto de covid.

Nas três primeiras rodadas da fase de classificação, o time dirigido pelo técnico André Avallone já havia perdido para o Canadá, adversário que em tese rivalizava com o Brasil pela quarta vaga no grupo, para a Grécia e para Montenegro. Hoje, precisava ganhar de pelo menos quatro gols de diferença da Geórgia para avançar de fase e encarar o primeiro colocado da outra chave nas quartas de final.

O Brasil disputou oito vezes o polo aquático masculino nos Jogos Olímpicos, mas nunca por ter se classificado na piscina. Em 1920, 1932, 1952, 1960, 1964 e 1968, foi à Olimpíada por convite. Em Los Angeles, em 1984, não conseguiu a classificação, mas acabou chamado depois que Cuba boicotou a competição.

A última participação aconteceu no Rio, em 2016, quando o Brasil era o time da casa. Naquela ocasião, porém, o país tinha uma equipe de bom nível internacional, que foi bronze na Liga Mundial de 2015. Para chegar a tal resultado, o Brasil naturalizou quase um time inteiro de atletas, sonhando com uma medalha olímpica que não veio no Rio. Passada a Olimpíada, quase todos os naturalizados debandaram, com exceção do goleiro sérvio Slobodan Soro, que jogou o Pré-Olímpico aos 42 anos.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) fizeram investimentos expressivos para treinar o time masculino antes do Pré-Olímpico, mas optaram por não levar a equipe feminina para o Pré-Olímpico disputado na Itália, sob o argumento de que as chances delas eram ínfimas. Isso gerou revolta.

"Mesmo não jogando mais pelo Brasil, fico indignada com o pouco caso que fazem com o feminino, e vou falar/criticar sim. Foram anos aceitando migalhas, e agora ainda foi de mal para pior. Cansada dessa palhaçada. Cadê o feminino nas competições e treinamentos? Se eles fossem um pouco inteligentes, iam investir no feminino que a probabilidade de conseguira a vaga olímpica é maior que o masculino. O feminino só precisa ganhar do Canada no Pan. O masculino precisa ganhar do Canadá e dos Estados Unidos", escreveu, no Twitter, a brasileira Izabella Chiappini, que se naturalizou italiana e agora joga pela seleção europeia.