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Superliga tem novos surtos e chega a 130 casos de covid

Jogadoras do Osasco se abraçam - Wander Roberto/Inovafoto/CBV
Jogadoras do Osasco se abraçam Imagem: Wander Roberto/Inovafoto/CBV
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/01/2021 12h00

A covid segue fora de controle na Superliga de Vôlei. Só a equipe de Osasco, uma das mais importantes do país no feminino, está com 11 pessoas infectadas, entre jogadoras e membros da comissão técnica. Já o Taubaté, candidato ao título no masculino, tem cinco atletas afastados.

A situação é especialmente grave no feminino. De acordo com levantamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que organiza, mas não paga pelos testes, já foram registrados 93 casos de covid somente no torneio das mulheres, entre jogadoras e comissão técnica. Isso significa que pelo menos 1/4 de todas as pessoas envolvidas na competição pelos 12 clubes pegou covid em um intervalo de menos de três meses. Com mais equipes, 16, e testando árbitros, o que o vôlei não faz, o NBB tem 61 casos positivos. Com o agravante de que o basquete é um esporte de contato. O vôlei não.

Há 50 dias, quando Olhar Olímpico pediu esse levantamento pela primeira vez à CBV, a entidade informou que haviam sido registrados, até ali, 53 casos no total, entre masculino e feminino, sendo 42 de atletas. Em menos de dois meses, esse número mais do que dobrou, uma vez que o total de infecções chegou a 130. Tudo isso ainda faltando oito rodadas para o final da fase de classificação. Mesmo na comparação com o masculino, os números do feminino são gritantes: 93 a 37.

Diversos clubes do torneio feminino tiveram cerca de metade dos profissionais infectados, entre atletas e comissão, somente durante a Superliga — sem contar quem pegou a doença entre o início da pandemia e o começo da testagem, em novembro. No Osasco, já são 15 resultados positivos. No Sesi/Bauru e no Brasília, 14. No Sesc/Flamengo, 12. No Fluminense e na equipe de São José dos Pinhais, 10. Minas e Barueri, por outro lado, só tiveram um caso cada.

Os números, porém, podem ser ainda maiores. Isso porque o protocolo da Superliga, decidido pela CBV e pelos clubes, prevê teste apenas a cada 15 dias. O intervalo entre um teste e outro é maior do que o período médio de incubação da doença em assintomáticos. Ou seja: é possível que uma atleta tenha testado negativo, sido contaminada depois, desenvolvido o vírus e se curado antes de ser novamente testada. Casos assim não são identificados, exceto quando um clube opta por, voluntariamente, fazer testes de forma mais constante.

Diferentemente do NBB, que está realizando a competição em um formato de mini sedes, com diversos times ficando vários dias em uma mesma cidade para realizar diversos jogos, no vôlei foi mantido o calendário tradicional, com partidas dentro e fora de casa, o que faz com que os times viagem semanalmente. Como a data dos exames não coincide obrigatoriamente com as partidas, já aconteceu de uma atleta fazer o teste um dia, jogar no outro, e ficar sabendo só depois que estava infectada. Pelo regulamento, um time que apresentar quatro jogadoras com covid simultaneamente, ou duas levantadoras, tem seu jogo adiado.

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