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Flamengo vende naming rights e monta equipe para ser campeão na natação

Gabi Roncatto, reforço do Flamengo - Divulgação
Gabi Roncatto, reforço do Flamengo Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/01/2021 04h00

Potência no futebol, no basquete, no remo e na ginástica artística, o Flamengo quer voltar a ser uma das principais forças do país na natação. O clube fechou um patrocínio que envolve o naming rights da equipe, agora chamada de Flamengo ENS, e já anunciou quatro reforços, incluindo Larissa Oliveira, mulher brasileira que mais coleciona medalhas dos Jogos Pan-Americanos: dez. Outros nomes devem chegar nas próximas semanas.

"A gente sabe que reforçando com mais três, quatro peças importantes, vamos estar brigando lá em cima, quem sabe ser campeão brasileiro no feminino. E a gente pode tentar trazer dois estrangeiros nos torneios nacionais para ajudar na pontuação. Queremos ter uma equipe de projeção nacional", diz Edson Terra, gerente de esportes aquáticos do Flamengo.

O clube rubro-negro tem tradição na natação, mas, assim como fez em outras modalidades, havia dado um passo atrás nos últimos anos. Em 2012, depois que a ex-nadadora Patrícia Amorim deixou a presidência, foram dispensados nomes como Cesar Cielo, Joanna Maranhão, Leo de Deus e Nicholas Santos. Desde o ciclo olímpico da Rio-2016, o clube passou a investir em estrutura física, reformando suas duas piscinas olímpicas, sala de musculação e a área de ciência do esporte.

No começo do ano passado, o Flamengo voltou a investir em contratação de atletas, se reforçando com Luiz Altamir e João de Lucca. Agora, o clube está no mercado reforçado pelo patrocínio da Escola de Negócios e Seguros (ENS), que fechou um pacote para as nove modalidades olímpicas do Rubro-Negro e que inclui o nome da equipe de natação, por um valor não revelado.

A velocista Larissa Oliveira, 27, que fez carreira no Pinheiros e é 13 vezes recordista sul-americana, foi a primeira contratada. Depois, o clube acertou com Gabi Roncatto, 22, que veio da Unisanta. Na semana passada, foram anunciados dois jovens: Carolyne Mazzo, recordista brasileira dos 200m peito, e Fernando Mariano. Eles se juntam a Nathalia Almeida, Maria Fernanda Costa e Priscila Souza, que seguem na Gávea. Por outro lado, Altamir saiu (ainda não anunciou seu futuro), e João de Lucca se aposentou.

Edson Terra diz que o clube continua em negociações para apresentar novos reforços de ponta, atletas que devem brigar por vaga olímpica, tanto homens quanto mulheres. O clube quer entrar no top3 da natação brasileira, onde estão, há anos, Minas Tênis Clube e Pinheiros, depois de ser quinto no Troféu Brasil de 2019 — ficou atrás também de Corinthians e Unisanta e à frente do Sesi. No feminino, o objetivo é brigar por título geral, uma vez que a distância para Minas e Pinheiros é menor.

Nas últimas semanas, o Flamengo renovou com suas quatro estrelas da ginástica artística: Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa e Lorrane Oliveira. No polo aquático, tirou do Fluminense os irmãos Bernardo e Guilherme Gomes, ambos da seleção brasileira. Bernardo foi artilheiro do Brasil Open 2020, melhor atacante e MVP da competição. Além deles, seis rubro-negros estão na equipe que treina para o Pré-Olímpico programado para o mês que vem.

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