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Governo não entrega plano para legado olímpico e nova autarquia é extinta

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Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

19/01/2021 12h25

Criado em dezembro de 2019 para entregar um "plano de destinação" das arenas olímpicas, o Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO) não cumpriu com sua obrigação e, por isso, está extinto desde o último sábado (16). Com isso, pela segunda vez durante o governo Jair Bolsonaro, a responsabilidade sobre o legado olímpico volta ao Ministério da Cidadania, onde não existem cargos voltados à gestão do espaço ou à formulação de um plano de ocupação.

Ainda no governo Michel Temer (MDB), em 2017, foi criada por decreto uma autarquia para gerenciar e pensar o futuro dos Parques Olímpicos da Barra e de Deodoro. A validade expirou em meados de 2019 e poderia ter sido renovada por novo decreto, mas, apesar da vontade dos militares que então lideravam a Secretaria de Esporte, Bolsonaro não o fez. Assim, a AGLO foi extinta em julho de 2019.

O legado olímpico ficou acéfalo até dezembro de 2019, quando Bolsonaro enfim aceitou criar uma nova área para cuidar do espaço. Desta vez, um "escritório", o EGLO. Marcello Magalhães, padrinho de casamento de Flávio Bolsonaro, foi nomeado para liderar o EGLO. O nome desagradou os militares e, na queda de braço, prevaleceu a família presidencial. Os militares saíram do Esporte, e Magalhães virou secretário.

Com apenas cinco funcionários, o EGLO, porém, não cumpriu sua principal função, que era "apresentar plano de destinação das demais arenas até 15 de janeiro de 2021". Esse era o critério mínimo para que a existência do escritório fosse prorrogada até junho. Agora, o legado olímpico volta à estaca zero: não tem nenhum funcionário responsável por sua gestão, nem tem um plano de privatização.

Procurado, o Ministério da Cidadania disse o seguinte: "É importante destacar que não haverá interrupção nas atividades desenvolvidas nas arenas esportivas vinculadas à União e que todos os contratos, convênios e projetos em execução estão mantidos. Cabe informar ainda que o plano de destinação das arenas está em elaboração e será apresentado após a conclusão dos trabalhos".

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