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COB acerta contrato e terá patrocínio da TIM

Marco La Porta e Paulo Wanderley - Divulgação/COB
Marco La Porta e Paulo Wanderley Imagem: Divulgação/COB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

19/01/2021 18h16

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) fechou um novo contrato de patrocínio, que deve ajudar a aliviar as finanças da entidade, fortemente dependente de recursos públicos. Na próxima quinta-feira (21), o COB irá anunciar oficialmente um contrato com a TIM para que a empresa de telefonia ocupe uma cota de patrocinadora oficial, menor do que de "patrocinador máster", que segue vago.

Este é o primeiro contrato expressivo, desde a Rio-2016, em que o COB receberá dinheiro em troca do patrocínio. É também o maior contrato da gestão Paulo Wanderley. A entidade tem outros "patrocinadores" e "apoiadores", mas quase todos, de acordo com o balanço financeiro de 2019, pagavam apenas com permuta.

De 2010 até a Rio-2016, o COB viveu um período de máscara olímpica, por ser o comitê do país sede. Pelo acordo, o COB não podia ter patrocinadores próprios, mas recebia parte maior dos contratos de patrocínio globais do Comitê Olímpico Internacional (COI). Quando esse período de máscara acabou, o COB teve dificuldades ao voltar ao mercado e logo veio o escândalo que levou Carlos Arthur Nuzman, seu ex-presidente, à prisão.

Desde então, o comitê não havia assinado nenhum contrato expressivo. Patrocinadores são dois: Estácio, que paga cerca de R$ 5 milhões ao ano em acordo de permuta na área de educação, e a Peak, que fornece material esportivo. "Apoiadores oficiais" são outros dois: Aliansce Sonae e Havaianas. Esse último contrato foi assinado recentemente e envolve tanto pagamento em dinheiro quanto fornecimento de sandálias para as cerimônias da Olimpíada de Tóquio. A gestão Paulo Wanderley também fechou com a Ajinomoto, um "parceiro oficial' que paga R$ 400 mil ao ano.

Assim, hoje, o grosso do dinheiro privado que entra no comitê e que pode ser utilizado sem as regras impostas pelo recurso público vem do COI, que distribuiu aos comitês olímpicos nacionais uma parte do que arrecada com patrocínios globais. Em 2019, o COB ficou com R$ 13 milhões.

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