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Desfalcado, Brasil abre Mundial de Handebol empatando com favorita

Haniel marca para o Brasil contra a Espanha no Mundial de Handebol - Divulgação/IHF
Haniel marca para o Brasil contra a Espanha no Mundial de Handebol Imagem: Divulgação/IHF
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

15/01/2021 16h36

Mesmo contando com cinco desfalques, entre eles o capitão Thiagus Petrus, e sem poder contar nem com seu técnico no banco de reservas, o Brasil estreou bem no Mundial Masculino de Handebol, que está sendo disputado no Egito. Nesta sexta (15), a equipe brasileira empatou por 29 a 29 com a Espanha, uma das favoritas a ficar com o título.

O resultado é bom quando se leva em consideração como foi a preparação brasileira. A seleção não se encontrava desde janeiro e, nesse meio tempo, teve três técnicos: o espanhol Daniel Gordo, demitido em abril, Washington Nunes, que voltou ao cargo e foi dispensado antes de dar qualquer treino, e finalmente Marcus Tatá, que não foi ainda ao Egito porque está com Covid.

O time só se encontrou no dia 27 de dezembro, em Portugal, e deveria seguir para o Egito na sexta-feira passada. Mas um surto de Covid foi identificado no elenco, que ficou retido na Europa. Os dois jogos-treino programados foram cancelados e, no total, quatro jogadores foram cortados, sendo dois por lesão e dois por Covid. Thiagus, infectado, mas sem sintomas, segue em Portugal e se junta à seleção quando possível.

Por tudo isso, o Brasil entrou como azarão contra a Espanha, atual bicampeã europeia (2018 e 2020) e campeã mundial de 2013. Comandados por Jordi Ribera, que foi o técnico do Brasil na Rio-2016 e no ciclo olímpico de Pequim, os espanhóis chegaram a abrir seis gols no placar no começo do segundo tempo (22 x 16), mas o Brasil foi atrás do placar.

Com seis gols de Haniel, craque do Barcelona, e outros seis de Rogério, pivô que já foi campeão da Champions League, a seleção brasileira chegou ao empate em 26 a 26 e virou em 29 a 28 com gol de Rogério, faltando 21 segundos para o fim. No último ataque, a Espanha chegou ao empate com Entrerrios, faltando sete segundos para o estouro do cronômetro. O Brasil ainda tentou mais um ataque, mas os rivais pararam com falta, já com o relógio zerado. Haniel bateu, mas o lance era de longe, e o chute foi na mão do goleiro.

O Brasil volta a jogar no domingo, às 14h de Brasília, contra a Tunísia. Depois, na terça, enfrenta a Polônia. Os três primeiros do grupo avançam. O Mundial não está sendo transmitido no país. Os direitos para o Brasil são de uma empresa malaia chamada Enjoy TV, que não tem plataforma de transmissão. A Globo chegou a negociar a exibição, mas não chegou a um acordo. Como existe um proprietário dos direitos para o Brasil, o link da transmissão da federação internacional no Youtube é bloqueado por aqui.

Este é o primeiro grande Campeonato Mundial realizado durante a pandemia. A competição foi mantida apesar de todas as dificuldades apresentadas pela organização e pelos participantes, no país do presidente da IHF. o egípcio Hassan Moustafa. Os jogos são sem público e sem a presença de imprensa e duas seleções desistiram em cima da hora por surtos de Covid: EUA e República Tcheca.