PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

Capitão e técnico da seleção de handebol têm Covid e não vão ao Mundial

Thiagus dos Santos chora depois da eliminação do Brasil para a França no handebol - MARCOS TRISTÃO/NOPP
Thiagus dos Santos chora depois da eliminação do Brasil para a França no handebol Imagem: MARCOS TRISTÃO/NOPP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

12/01/2021 12h58

O surto de Covid dentro da "bolha" montada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para a seleção brasileira masculina de handebol é mais grave do que se imaginava. Hoje (12) foram confirmados mais dois casos, do técnico Marcus "Tatá" e do capitão e principal jogador da equipe, Thiagus Petrus. Ontem (11) a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) havia informado cinco resultados positivos, sem dar nomes. São quatro membros da comissão técnica e o goleiro Ferrugem, que foi cortado para dar lugar a Cesar Bombom.

Os casos aconteceram dentro de uma "bolha" no CT de Rio Maior, em Portugal, onde a seleção treina desde o dia 27 de dezembro para o Mundial que começa amanhã (13) no Egito — a estreia da seleção é na sexta (15). Ferrugem foi o primeiro a apresentar sintomas, no dia 5, terça-feira da semana passada, sendo afastado do restante do grupo. Todos testaram no dia seguinte, quarta, mas a confederação não divulgou os resultados até ontem, quando foi realizada uma nova leva de exames. A entidade alegou que não quis colocar ainda mais pressão nos atletas e, por isso, omitiu a informação.

Com sete casos positivos em uma delegação de 27 pessoas, incluindo jogadores e comissão técnica, a avaliação é que a seleção sofreu um surto e o número de infectados só não é maior porque ao menos 11 jogadores já haviam tido Covid. Todos haviam sido testados na chegada a Portugal e tiveram, na ocasião, resultado negativo para Covid.

A CBHb optou por não cortar Thiagus Petrus, que é o principal jogador do time e testou positivo em exame realizado ontem. A ideia é que ele fique 10 dias em quarentena em Portugal e, estando bem de saúde, viaje para o Egito para jogar uma eventual segunda fase do Mundial. O Brasil enfrenta a Espanha dia 15, a Tunísia dia 17 e a Polônia no dia 19. Os três primeiros do grupo avançam e, em tese, o Brasil deve disputar a segunda colocação com a Polônia.

Tatá também vai permanecer em Portugal, treinando o time de forma remota, à espera do fim da quarentena e de poder viajar para o Egito. O problema é que das outras seis pessoas de sua comissão técnica, quatro também testaram positivo: o fisioterapeuta Daniel Augusto, o supervisor Rafael Akio Umezu, o preparador físico Cláudio Machado e o analista de desempenho Luan Monteiro. Sem eles, a comissão técnica passa a ter apenas duas pessoas.

Giancarlos Ramirez e Leonardo Bortolini deverão, assim, treinar o time no Campeonato Mundial, ao menos na primeira fase. Ontem a CBHb informou que os profissionais e jogadores que testaram positivo no dia 6 ficariam 14 dias em Portugal e depois voltariam para suas casas. Agora, com Thiagus e Tatá, tidos como fundamentais para a equipe, o protocolo deverá ser outro, menos rígido.