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Carol Solberg encerra dupla e jogará 2021 com nova parceira

Carol Solberg em etapa do Circuito Brasileiro - William Lucas/Inovafoto/CBV
Carol Solberg em etapa do Circuito Brasileiro Imagem: William Lucas/Inovafoto/CBV
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

29/12/2020 04h00

Uma das atletas mais faladas de 2020, Carol Solberg começa 2021 com uma nova parceira. A jogadora de vôlei de praia rompeu amigavelmente a dupla com Talita e formou novo time com Bárbara Seixas, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

"Decidir abrir a dupla com a Talita por uma questão muito mais técnica. Quando a gente decidiu se juntar, nós somos duas bloqueadoras e tivemos que começar a revezar na defesa. Eu também estava jogando há quase três anos na entrada de rede. Foi uma vontade de jogar no bloqueio, na entrada de rede. A Bárbara é uma defensora, que joga na saída", explicou Carol ao Olhar Olímpico.

Aqui vale uma explicação técnica. As duplas, no vôlei de praia, costumam ser formadas por duas atletas que executam funções diferentes, e complementares, definidas pela posição de defesa. Enquanto a bloqueadora, normalmente mais alta, vai para o bloqueio, a outra fica na defesa, esperando o ataque.

Carol jogou no bloqueio a maior parte da carreira, ao lado da irmã Maria Clara e, ao voltar ao esporte após ter o segundo filho, se arriscou na defesa em duplas com Ágatha e Juliana. Ela retornou ao bloqueio para jogar com Maria Elisa, entre 2017 e 2019, mas a dupla acabou quando Maria Elisa se afastou para ter bebê.

No começo do ano, Carol aceitou se revezar entre as duas posições para atuar ao lado de Talita. Os resultados na primeira metade da temporada 2020/21 não foram ruins (uma prata, dois bronzes, um quarto e um quinto lugares em cinco etapas), mas Carol optou por seguir outro caminho.

"A dupla com a Talita foi super legal, foi uma experiência super enriquecedora. Ter tido a chance de ter essa troca com uma jogadora tão experiente foi muito legal. Ter jogado na defesa, ter treinado um ano quase na defesa. A gente passou por uma pandemia juntas, que ainda continua. Foi uma pena não poder viajar para o Circuito Mundial, ter a chance de crescer, então a gente jogou muito pouco. Minha vontade não foi de querer encerrar o time com a Talita, mas de querer voltar a ser bloqueadora", justifica.

Nova parceira de Carol Solberg, Bárbara Seixas foi prata no Rio e, logo depois do resultado histórico, viu Ágatha escolher abrir a dupla. Depois da Olimpíada, Babi, como é chamada, passou mais de três anos com Fernanda Berti e, em 2020, teve Carol Horta como parceira. A nova dupla será treinada pela experiente Letícia Pessoa, três vezes finalista olímpica.

Já Talita vai voltar a jogar com Maria Elisa, que teve bebê em julho e, quando soube do fim da dupla Talita/Carol ligou para a ex-parceira, com quem disputou os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Tanto Carol Solberg/Bárbara Seixas quanto Talita/Maria Elisa vão pensar em Paris-2024. As duplas do Brasil para os Jogos de Tóquio serão Ana Patrícia/Rebeca e Ágatha/Duda.