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Advogado de Pirv diz que pensão proposta por Giba não paga nem escola

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

21/12/2020 13h37

O advogado que representa Cristina Pirv e os dois filhos que ela teve com o ex-jogador Giba afirmou hoje (21) que a pensão alimentícia proposta pelo ídolo do vôlei brasileiro não paga nem a escola particular que os dois jovens frequentam na Romênia, onde moram com a mãe, e que custa 1,2 mil euros (R$ 7,5 mil) por mês. Em vídeo enviado ao Olhar Olímpico, Rodrigo Reis Silva afirmou que Giba propõe pagar R$ 6 mil, o que seria menos da metade do valor atual, cerca de R$ 15 mil, que ele não paga integralmente. Por causa dessa dívida, a Justiça Federal determinou a prisão do ex-atleta, que recebe 5 mil francos suíços (R$ 30 mil) fixos da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para ser embaixador internacional do vôlei.

"Não posso entrar muito em detalhes, questão de ética, mas os valores cobrados são devidos desde 2018. O valor (proposto) não é R$ 9,5 mil, como disse o senhor Gilberto (Giba). Sua revisão pede que o valor seja de 6 mil reais. É menos do que custa as duas escolas das crianças", afirmou Rodrigo Reis Silva, do escritório RR Advocacia.

Giba já teve uma ordem de prisão contra si em fevereiro de 2018, também pelo não pagamento de pensão alimentícia. Na ocasião ele estava na Coreia do Sul, nos Jogos Olímpicos de Inverno, trabalhando como embaixador da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Antes de voltar ao Brasil, tomou cerca de R$ 90 mil empresados de amigos e quitou a dívida, escapando da prisão.

Na sexta-feira passada, a juíza da 7ª Vara de Família do estado do Paraná voltou a decretar a prisão do jogador, que agora deve cerca de R$ 300 mil. A notícia foi publicada inicialmente pelo "ge", que falou com Giba e com o advogado dele, José Silvério Santa Maria. "Esse valor de R$ 15 mil mensais é extremamente alto levando-se em consideração a realidade atual dele e as necessidades das crianças, que têm custos mensais em torno de R$ 9,5 mil. É provável que a Cristina tenha melhor condição financeira do que ele atualmente. Ele tem pago mensalmente R$ 6,5 mil, que é o valor possível atualmente", afirmou Silvério à Globo.

Foi em resposta a essa entrevista que o advogado de Pirv e dos filhos menores de idade se pronunciou, refutando os argumentos do responsável pela defesa de Giba. "Nunca houve impedimento para visitação do pai aos menores. Ambos têm celular, não têm dificuldade de comunicação, mas residem na Romênia, têm uma vida toda lá, e muitas vezes não é possibilitado abandonar provas, eventos extracurriculares, competições, e pegar avião e vir ao Brasil no momento que é conveniente ao genitor", alega Reis Silva.

Ele também falou publicamente, pela primeira vez, sobre o processo de divisão de bens do casal, que se separou em 2017. "Quando foi feito o divórcio, através de um acordo, não foi uma sentença, o senhor Gilberto ficou com duas empresas. Dois CNPJ's constituídos durante o matrimônio. Essas empresas foram deixadas sob responsabilidade do senhor Gilberto. Ele ficou também com apartamento em bairro nobre de Curitiba, enquanto minha cliente ficou com a casa onde eles moravam. Isso foi totalmente consensual", afirma.

Giba e Pirv eram dois dos melhores atletas do mundo quando começaram a namorar. Como cada um jogava em um canto do mundo, um dos dois precisava se aposentar para que o casal ficasse junto, e foi a romena quem se sacrificou. O casal se separou em 2012, segundo ela, porque descobriu que Giba tinha relações extraconjungais. Na decisão judicial mais recente ficou decidido que ele pagaria R$ 10 mil mensais de pensão alimentícia aos filhos, valor que, corrigido, chega hoje a R$ 15 mil.

Giba, porém, alega que, depois de se aposentar, teve a renda reduzida. Oficialmente, ele tem os 5 mil francos suíços pagos pela FIVB como sua única renda fixa, ainda que ele regularmente publique conteúdo publicitário em suas redes sociais e estrele campanhas. Desde agosto Giba é pai de uma terceira criança, fruto do atual relacionamento dele, com Malu Daudt.

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