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Mizael é reeleito no CPB e Yohansson se aposenta para ser vice

Mizael Conrado e Yohansson Nascimento - Ale Cabral/CPB
Mizael Conrado e Yohansson Nascimento Imagem: Ale Cabral/CPB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

30/11/2020 15h23

O bicampeão paraolímpico do futebol de 5 e deficiente visual Mizael Conrado, de 42 anos, foi reeleito hoje (30), por aclamação, para ser o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) pelos próximos quatro anos. O corredor Yohansson Nascimento, 33, que está classificado para a Paraolimpíada do ano que vem e se aposentou para concorrer, foi eleito vice-presidente. A nadadora Edênia Garcia, 33, dona de três medalhas paraolímpicas, vai comandar o conselho fiscal.

Diferente do que acontece na maioria das federações e confederações, que tem votação por chapas, o CPB tem eleições separadas para presidente, vice e presidência do Conselho Fiscal. No caso da presidência da entidade, nem foi necessária votação. Com aprovação alta, Mizael, eleito pela primeira vez em 2016, foi candidato único e reeleito para um mandato de 2021 a 2025, seu segundo e último.

Dois candidatos concorreram à vice-presidência. Ivaldo Brandão, atual vice, e o alagoano Yohansson Nascimento, um dos atletas paraolímpicos mais importantes da década no Brasil, ouro nos 200m em Londres 2012 pela classe T45 (para atletas com deficiência nos membros superiores) e prata no revezamento 4x100m em Pequim-2008, nos 400m em Londres-2012 e no revezamento 4x100m no Rio-2016.

Yohansson, que se aposentou para concorrer à vice-presidência, mesmo tendo boas chances de ganha uma medalha em Tóquio no ano que vem, venceu por 15 x 5 — dos 20 votantes, sete são atletas. Uma terceira atleta importante, a nadadora Edênia Garcia (classe S4), 33, foi eleita presidente do conselho fiscal do CPB. Ela tem três medalhas paraolímpicas.

"Agradeço por mais esse voto de confiança que recebemos, além de ser mais uma demonstração da aprovação que temos da nossa gestão. Continuaremos com grandes desafios e ainda mais responsabilidades de promover o acesso de todos ao esporte paralímpico. Muito obrigado", agradeceu Mizael. A votação contou com células em braile.

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