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Tandara faz 37 pontos e Osasco é campeão em jogão de 3 horas e meia

Osasco comemora título do Campeonato Paulista - Thaynapolin/Divulgação
Osasco comemora título do Campeonato Paulista Imagem: Thaynapolin/Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

21/10/2020 11h26

A temporada do vôlei brasileiro está apenas começando, mas já pintou um forte candidato a ser o jogo do ano. Osasco e Sesi/Bauru duelaram por três horas e meia entre a noite de ontem (20) e madrugada de hoje (21) até que o time da região metropolitana se recuperasse no set desempate e faturasse seu 15º título do Campeonato Paulista.

A competição foi disputada durante cerca de um mês, com cada time jogando cinco vezes na fase de classificação e os quatro melhores passando à semifinal. Pelo regulamento, o mata-mata do Paulista é disputado em melhor de dois jogos. Se cada time vencer uma partida, é disputado um set desempate após a segunda partida, na casa do time de melhor campanha.

Foi o que aconteceu na final. Jogando no José Liberatti, o Osasco/São Cristóvão Saúde venceu a partida de ida por 3 sets a 2 no sábado. Já na volta, ontem, o time do técnico Luizomar Moura abriu 2 a 0 e caminhava para faturar o título no terceiro set, chegando a abrir 14 a 6. Mas a equipe do interior, comandada pelo ex-jogador Anderson, conseguiu manter-se viva, virando o set graças principalmente à usbeque Polina.

Osasco sentiu a pressão, apesar da ausência de torcida no ginásio Panela de Pressão, e sucumbiu. Perdeu o quarto set e, na sequência, o quinto, perdendo também o jogo. Já era madrugada de quarta-feira, mas era preciso jogar mais um set. E aí falou mais alto a experiência e o peso da camisa de Osasco, que fechou em 25/22.

Tandara foi a maior pontuadora do confronto, com 37 pontos para o Osasco, que jogou com Roberta, Tandara, Jaqueline, Tainara, Mayany, Bia e Camila Brait. O título foi o 15º do projeto, que também foi campeão em 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017.

Antes do Paulista Feminino também foram definidos os títulos do Paulista Masculino (Vôlei Renata/Campinas), do Carioca Feminino (Sesc-RJ/Flamengo) e do Mineiro Masculino (Sada/Cruzeiro). O Mineiro Feminino começou ontem e termina amanhã, com duelo entre Praia Clube e Minas Tênis Clube. Hoje (21) começa o Super Vôlei Masculino, competição entre os oito primeiros colocados da temporada passada, em mata-mata de jogo único. O torneio feminino será na semana que vem e Osasco e Bauru voltam a se enfrentar, já nas quartas de final.

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Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado, o Sesi não foi vice-campeão no ano passado. A final em 2019 foi entre São Paulo/Barueri e Osasco Audax, com o time tricolor sendo campeão.
Diferentemente do informado, o Osasco venceu a partida de ida por 3 a 2, não 3 a 0.