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Rival de Isaquias volta a competir após doping e gera polêmica

Isaquias Queiroz no pódio da canoagem ao lado de Sebastian Brendel e Serghei Tarnovschi, da Moldávia - JEFF PACHOUD/AFP
Isaquias Queiroz no pódio da canoagem ao lado de Sebastian Brendel e Serghei Tarnovschi, da Moldávia Imagem: JEFF PACHOUD/AFP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

29/09/2020 14h42

Quando Isaquias Queiroz cruzou a linha de chegada para ganhar a medalha de prata no C1 1.000m nos Jogos Olímpicos do Rio, o ucraniano naturalizado moldavo Serghei Tarnovschi estava na sua cola. O rival terminou com o bronze, conquistando apenas a sexta medalha olímpica da história da Moldávia. Esse duelo deverá ser repetir em Tóquio, mas não deveria ser assim.

É que um exame antidoping feito por Tarnovshchi em julho de 2016, antes da Olimpíada, apontou a presença de um hormônio de crescimento proibido no código antidoping. Julgado primeiro pelo painel antidoping da Federação Internacional de Canoagem (ICF) e, depois, pela Corte Arbitral do Esporte, o moldavo recebeu uma suspensão de quatro anos. Além disso, ele perdeu os resultados conquistados no Rio.

A suspensão casava com os Jogos Olímpicos de Tóquio. Por competir dopado no Rio, o canoísta perderia o direito de disputar a Olimpíada seguinte. Assim, durante todo o ciclo, Isaquias e todos os outros principais atletas da modalidade consideravam que não teriam que enfrentar Tarnovshchi em Tóquio. Mas aí veio o adiamento dos Jogos. E o fim da pena.

Tarnovshchi reapareceu na etapa da Copa do Mundo disputada no fim de semana passado na Hungria. E ele voltou com medalha de ouro, mostrando que deve brigar por medalha em Tóquio no C1 1.000m.

Principal rival (e ídolo) de Isaquias Queiroz, o campeão olímpico Sebastian Brendel, da Alemanha, não gostou nada da novidade. Ele compartilhou no Instagram uma imagem do pódio da prova colocando em cima de Tarnovshchi uma mensagem parabenizando o italiano Tacchini e o francês Bart que chegaram em primeiro e segundo. E ainda provocou: "Vejo vocês no próximo ano", claramente deixando o moldavo de fora.

Tarnovshchi ainda pode se classificar para Tóquio pelas quatro vagas que serão distribuídas em uma etapa da Copa do Mundo em maio do ano que vem. Isaquias já está garantido, pelo título mundial no ano passado.

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