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Surfe pede que stand-up paddle seja modalidade olímpica em 2024

Mundial de SUP da federação de surfe - Pablo Jimenez/ISA/divulgação
Mundial de SUP da federação de surfe Imagem: Pablo Jimenez/ISA/divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

25/09/2020 12h56

A Associação Internacional de Surfe (ISA) enviou pedido ao Comitê Olímpico Internacional (COI) ao comitê organizador para que o stand-up paddle (SUP) seja uma modalidade olímpica nos Jogos de Paris, em 2024. A revelação foi feita pelo presidente da ISA, o argentino Fernando Aguerre, em uma entrevista à federação portuguesa.

"Assim que a decisão do CAS foi tomada, não perdemos tempo em ter uma primeira discussão com o COI e a equipe de Paris sobre a inclusão do SUP em Paris em 2024. Esta ainda é uma discussão em curso em assim como no surfe, continuaremos remando forte", afirmou.

Em agosto, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu que a modalidade é, ao mesmo tempo, surfe e canoagem, mas que, na hierarquia do movimento olímpico, sua administração e custódia cabiam à ISA (do surfe), não à ICF (da canoagem). A ISA organiza eventos de SUP desde 2012, mas em 2017 a ICF passou a reivindicar a modalidade para ela. O COI não quis se meter na briga entre dois parceiros no assunto e, por isso, a questão chegou à CAS.

Para uma modalidade, o caminho até se tornar olímpica é muito mais curto quando ela já é parte de uma federação que participa dos Jogos Olímpicos. No caso do SUP, por exemplo, o que acontece agora é a ISA, que já participa da Olimpíada, pedir para ter um evento a mais. Como a federação de basquete pediu mais um (o basquete 3x3) e foi contemplada. Fosse o SUP de uma federação específica, essa primeiro teria que ser aceita no movimento olímpico.

No ano passado, o SUP estreou no programa dos Jogos Pan-Americanos como prova do surfe. Foram realizadas duas disputas masculinas e outras duas femininas, em SUP surfe (igual o surfe tradicional, mas em prancha de SUP e com remo) e SUP race (igual uma prova de canoagem velocidade, com largada e chegada, mas em pé na prancha). A brasileira Lena Guimarães foi ouro nesta última. Nicole Pacelli foi bronze no SUP surfe. No masculino, Vinnicus Martins ganhou prata na corrida.

De qualquer forma, o caminho para o SUP ser olímpico ainda parece longo. É usual que as federações internacionais apresentem diversos pedidos para inclusão de novas provas. O handebol, por exemplo, quer o handebol de praia em Tóquio. O atletismo quer provas de cross country. A canoagem slalom, uma corrida chamada "extreme". Das 27 federações olímpicas, ao menos 20 pediram alterações. Em dezembro, serão anunciadas que pedidos serão aceitos.

Além disso, quais os esportes serão incluídos. Há uma pré-aprovação para surfe, skate e escalada esportiva (que também serão disputados em Tóquio, estreando) e para a dança, com provas de breakdance. O caratê e o beisebol devem deixar o programa.

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