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Damiris faz 22 pontos e leva time à semifinal da WNBA

Damiris Dantas  - Divulgação/Lynx
Damiris Dantas Imagem: Divulgação/Lynx
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

18/09/2020 10h41

Damiris Dantas voltou a mostrar, ontem (17), por que é uma das principais jogadoras de basquete em atividade no mundo. Com 22 pontos, ela foi um dos destaques da vitória do Minnesota Lynx sobre o Phoenix Mercury, por 80 a 79, que classificou o time dela para a semifinal da WNBA, jogada em formato de bolha na Florida.

A WNBA é disputada por 12 times, dos quais oito avançam para os playoffs. Mas o formato do mata-mata privilegia bastante as equipes de melhores campanhas. As duas primeiras entram direto na semifinal, a terceira e a quarta colocadas entram na segunda rodada e as demais quatro na primeira. O Lynx, que foi quarto na fase regular, estreou no playoff pegando o Mercury, quinto.

Titular absoluta, Damiris se destacou principalmente quando tinha liberdade para sair do garrafão e arremessar da linha dos três pontos. Foram nove chutes e quatro acerto, uma estatística impressionante para uma pivô. No total, ela fez 22 pontos, pegou oito rebotes e deu duas assistências, terminando como cestinha da partida. Pelo Mercury, a craque Diana Taurasi, veterana, fez 28 pontos.

No finalzinho do jogo, a brasileira quase foi de mocinha a vilã. O Lynx vencia por um ponto e o Mercury errou um ataque. Na marcação, a brasileira conseguiu jogar a bola na adversária e garantir a posse de bola, faltando oito segundos. Na saída, Damiris sofreu falta rapidamente e foi para dois arremessos de lances livres, que poderiam ampliar a vantagem para três pontos. Mas ela errou as duas tentativas. Mas o time rival pegou o rebote quando faltavam cinco segundos, apenas, e não conseguiu chegar ao ataque com condições de virar a partida.

Damiris comemorou com um vídeo nas redes sociais: "Galera do céu, que momento, que jogo. Passamos. Estamos na semifinal, graças a Deus. Quantas emoções hoje. Obrigada pelo carinho, obrigada pela torcida. Continue torcendo porque tem muito basquete para acontecer aqui na W(NBA). Estou muito feliz, cara".

Eliminado na primeira rodada nas últimas duas temporadas, o Lynx agora pega o Seattle Storm, da segunda melhor campanha na fase de classificação, em um mata-mata melhor de cinco jogos. O confronto começa no domingo (20) e terá jogos dia sim, dia não. No outro lado da chave jogam Connecticut Sun e Las Vegas Ace.

Novata do ano em 2018, A'ja Wilson, do Ace, foi eleita ontem a MVP da temporada regular da WNBA. O Minnesota Lynx ganhou dois prêmios. Cheryl Reeve foi eleita pela terceira vez a melhor técnica da liga. Já a baixinha Crystal Dangerfield, armadora da equipe de Damiris, foi escolhida como a novata do ano. Ela tem apenas 1,65m e foi somente a 16ª selecionada do Draft, na segunda rodada.

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