PUBLICIDADE
Topo

Vice desiste e Alberto Murray retira candidatura ao COB

Alberto Murray Neto - Reprodução
Alberto Murray Neto Imagem: Reprodução
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

10/09/2020 15h00

Depois de sete meses de uma pré-campanha bastante ativa, Alberto Murray foi obrigado a deixar a disputa pela presidência do Comitê Olímpico do Brasil (COB), um dia após o início oficial da campanha. Segundo o advogado, o seu candidato a vice, Mauro Silva, da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), alegou razões pessoais para pular fora do barco.

Mauro diz que foi uma "forma elegante de dizer que não tinha chance de ganhar. "Eu não acredito mais na nossa campanha, na nossa candidatura. Enquanto eu acreditava que teríamos apoio, tudo bem, mas agora tenho certeza que não temos apoio. Não tem mais por que seguir com isso", explicou ao Olhar Olímpico.

A decisão surpreende pelo momento em que foi tomada. O prazo de inscrição de chapas terminou anteontem (8) e Murray não tem mais como seguir na disputa com outro candidato a vice. O advogado, que foi presidente do Conselho de Ética, acreditava que poderia ter todos os 12 votos de atletas que, somados de mais algumas confederações, poderiam levá-lo ao segundo e a um eventual terceiro turno - a eleição é em ondas, com o último colocado sendo eliminado até que alguém atinja a maioria de 25 votos.

Pessoas que conversaram com o Olhar Olímpico nos últimos dias, porém, já avaliavam que a chapa de Alberto e Mauro não tinha chance de vitória e que apenas a confederação de boxe e, talvez, a de golfe, votariam nela. Mauro diz que ainda não decidiu a quem vai apoiar e Murray não aceitou dar entrevista.

A tendência é que a eleição seja polarizada entre Paulo Wanderley, que concorre à reeleição e se afastou do cargo de presidente para se dedicar à campanha, e Rafael Westrupp, presidente da Confederação Brasileira de Tênis. Ontem (9), a CBF, do futebol, anunciou voto em Westrupp, que também já havia recebido o apoio público do basquete. A terceira via é Hélio Cardoso, do pentatlo moderno, que reúne ao seu entorno outros quatro confederações.

+ Acompanhe o que mais importante acontece no esporte olímpico pelos perfis do Olhar Olímpico no Twitter e no Instagram. Segue lá! +