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CAS julga Rafaela Silva em audiência de quase 8 horas de duração

Rafaela Silva ganhou a medalha de ouro na categoria leve pela primeira vez no Pan - Wander Roberto/COB
Rafaela Silva ganhou a medalha de ouro na categoria leve pela primeira vez no Pan Imagem: Wander Roberto/COB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

10/09/2020 18h11

Durou quase oito horas o julgamento online da judoca Rafaela Silva na Corte Arbitral do Esporte (CAS). Por conta da pandemia, a corte suíça, formada por árbitros do mundo todo, não está funcionando de forma presencial. Assim, a audiência de hoje aconteceu pela internet.

Como de costume, a audiência não terminou com uma decisão. Os árbitros têm até janeiro para decidirem se acatam o recurso da brasileira, que testou positivo para Fenoterol, uma substância proibida, durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, em agosto, ou se mantêm a suspensão de dois anos aplicada pela Federação Internacional de Judô.

Após receber uma suspensão maior do que o esperado, Rafaela Silva optou por mudar sua defesa. Dispensou o advogado Bichara Neto e o bioquímico L.C. Cameron, que haviam construído a tese de que a judoca ingeriu uma substância dopante ao dar seu nariz para um bebê chupar, e contratou o concorrente Marcelo Franklin.

O especialista apresentou "novos cenários para a contaminação", pelo que informou. Como havia antecipado o Olhar Olímpico, isso significa que ele mudou a justificativa para chegar à mesma conclusão: que a substância proibida entrou no corpo da judoca por contaminação, não de forma intencional.

Além dele, também participaram da defesa o advogado Thomaz Paiva e o bioquímico Fernando Fonseca, além do cardiologista Ronaldo Abud. Rafaela depende de uma sentença de no máximo um ano e meio para poder voltar a competir a tempo dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que foram adiados para julho do ano que vem. Se for mantido o gancho de dois anos, ela está fora da Olimpíada.

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