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Fora da Fazenda, Paula Pequeno conta como reality a levou ao vôlei de praia

Paula Pequeno inicia carreira no vôlei de praia - Reprodução/Instagram
Paula Pequeno inicia carreira no vôlei de praia Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

20/08/2020 04h00

Especulada como participante da próxima edição de A Fazenda, a bicampeã olímpica Paula Pequeno nega que tenha sido ao menos convidada para ficar confinada. Ela está focada no novo desafio da carreira: tornar-se uma jogadora de vôlei de praia. Aos 38 anos, a brasiliense caiu de paraquedas na nova modalidade, após participar de um outro reality da Record, e agora está empenhada em ter sucesso numa nova carreira.

"Quando eu saí do Power Couple, foi justamente na época da negociação de times. A gente ficava confiando e, quando saí, os times já estavam fechados e as propostas de fora não eram tão interessantes. Eu perguntei para Deus: 'Me fala para onde eu vou que eu vou'. No outro dia a Mari ligou para treinar com ela", conta Paula Pequeno.

Isso foi há um ano e a jogadora admite que, naquela época, não gostava de vôlei de praia. E não mudou de ideia de início. "Eu fui e tive certeza que não gostava mesmo, mas assumi um compromisso com a Mari. Achei que seria o momento de um desafio grande. A gente conseguiu estrear, a gente tinha parceiros, mas não tinha patrocínios. Quando a gente estreou, tive aquele amor pelo vôlei, foi algo que mexeu comigo, e decidi que era isso que eu queria."

Essa estreia foi em março, quando, cinco meses depois do anúncio oficial da parceria, Mari e Paula Pequeno disputaram um torneio do circuito brasileiro em Aracaju e perderam as duas partidas. O jogo contra Ana Patrícia e Rebecca, que estão classificadas para Tóquio-2020, deixou claro a discrepância de nível.

Quando veio a pandemia, a dupla não parou de treinar em São Paulo, mas Paula Pequeno sentiu que a falta de competições estava atrasando o aprendizado no novo esporte. "Decidi que precisava de alguém bem experiente que me ajudasse a acelerar a transição. Nós duas vindo da quadra seria mais demorado para entender o jogo, a malícia, o contexto. Tem o piso, sol, chuva, vento, muitas questões novas para lidar sem experiência nenhuma", explica.

Paula Pequeno já tinha um treinamento previsto no Rio com Taiana e Fernanda Berti quando soube que a segunda havia optado por não jogar a próxima temporada. Ao chegar no Rio, foi convidada a jogar com a experiente Taiana, 36 anos, medalhista em Mundial. Teria que se mudar de vez para o Rio de Janeiro, deixando a família em São Paulo.

"Estou disposta a viver essa realidade, ter que correr atrás, depender de resultado. No vôlei de quadra temos um salário, uma segurança, o time faz a logística por nós. No vôlei de praia a gente depende de patrocinador e de resultado. Se é a filosofia do esporte, eu já aceitei. Aprender a viver assim, lutar pelas premiações", afirma.

Ao mudar de parceira, Paula Pequeno mudou também de posição, como uma atacante que vira líbero. No vôlei de praia, as posições são definidas na defesa: quem vai para o bloqueio (e, depois, levanta quando há o contra-ataque) e quem fica na defesa (e, no contra-ataque, finaliza a jogada). Se Mari, mais alta, era a bloqueadora, na nova dupla essa função cabe a Paula Pequeno, já que Taiana há muitos anos é defensora.

"Os próprios exercícios são específicos. Muda o estímulo, muda a parte física, a musculação, tudo acaba sendo diferente. No caso dela, ela cai e levanta bastante, eu corro e salto bastante. Eu tô tendo que fazer uma readaptação física", explica. O marido de Taiana, Ricardo, é o técnico e o preparador físico da dupla, que deve estrear no mês que vem na primeira etapa do circuito brasileiro 2020/2021, que será disputado em formato de bolha em Saquarema (RJ).