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Risco de segunda onda da pandemia faz Paris cancelar maratona

Maratona de Paris - Divulgação
Maratona de Paris Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

12/08/2020 12h33

Uma das maiores do mundo, a Maratona de Paris não será realizada em 2020. Programada inicialmente para abril e remarcada para novembro, a prova foi cancelada de forma definitiva nesta quarta-feira (12), quando os organizadores anunciaram terem feito de tudo para tentar manter a prova, sem sucesso.

"Haverá grande decepção entre aqueles que sacrificaram o tempo de treinamento para o que se tornou uma maratona de outono. Estaremos trabalhando lado a lado com a cidade de Paris para realizar uma edição de 2021 que reúna os corredores mais apaixonados nas ruas mais bonitas do mundo", disseram os organizadores.

A França conseguiu controlar a pandemia a partir do final de abril e chegou a ter dias com menos de 200 novos casos. Mas os números voltaram a crescer em julho e na última sexta-feira (7) foram registrados mais de 2 mil novos casos. Novas medidas têm sido tomadas, como a exigência de uso de máscaras em lugares públicos fechados e em pontos turísticos. Tudo para evitar a segunda onda do coronavírus, que pode precisar de uma nova quarentena para ser controlada.

Daí o risco de se manter programada uma maratona para novembro, ainda mais com a proporção da corrida de Paris, que tem 50 mil participantes (são centenas de milhares de inscrições, mas as vagas são definidas por sorteio). Em número de participantes, é uma das cinco grandes do mundo, junto com Londres, Nova York, Chicago e Berlim.

Diferente das demais, porém, não é uma das seis "Majors", as provas mais importantes para o atletismo de alto rendimento, lista que também tem as maratonas de Boston e Tóquio, limitadas a 30 mil inscritos. Paris é considerada a prova mais importante prova fora desse grupo de elite.

Por causa do coronavírus, praticamente toda a temporada de maratonas foi cancelada. A começar com as disputadas na Ásia nos primeiros meses do ano, incluindo a de Tóquio, disputada apenas por atletas de elite. Depois, a primeira onda do coronavírus na Europa cancelou as provas de primavera (abril e maio). Agora, o risco de segunda onda cancela muitas das provas de outono (setembro e outubro), incluindo Berlim e Frankfurt, ambas na Alemanha.

Das grandes, a única confirmada é a de Londres, mas não para 45 mil corredores, como de costume. Apenas entre 30 e 40 atletas de elite vão largar para uma corrida dentro de um circuito fechado de 2,4 quilômetros, que os organizadores dizem que será seguro contra o coronavírus, no dia 4 de outubro. Também relevantes no calendário internacional, a Maratona de Amsterdã, em 18 de outubro, segue com esperanças de ser realizada. As vizinhas de Roterdã e Eindhoven foram canceladas.