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COB paga R$ 17 mil para alugar piscina de ondas por 3 horas nos EUA

O brasileiro Filipe Toledo em ação no Surf Ranch, em 2017 - WSL / Sean Rowland
O brasileiro Filipe Toledo em ação no Surf Ranch, em 2017 Imagem: WSL / Sean Rowland
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

01/08/2020 04h00

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) investiu mais de R$ 17 mil para alugar o BSR Surf Resort, no Texas (EUA), para a surfista brasileira Tatiana Weston-Webb treinar. De acordo com o comitê, o valor dá a ela o direito de surfar por três horas, sozinha.

Nos Jogos de Tóquio, as competições de surfe vão acontecer na baía de Chiba, onde as ondas são pequenas. Para conquistar um bom resultado, Tatiana, radicada no Havaí e com ondas maiores, precisaria aperfeiçoar novas manobras, entre eles os aéreos. No rancho do Texas, porém, só é possível escolher o tipo de onda reservando o horário inteiro.

Tatiana Weston-Webb há dois anos mudou sua naturalidade esportiva para defender o Brasil. Nascida em Porto Alegre (RS), ela é filha de pai inglês e mãe brasileira, mas vive no Havaí desde os dois anos. Até então, competia pelo Havaí - no surfe profissional há diferenciação entre esse estado e o restante dos Estados Unidos.

Diferente dos surfistas homens do Brasil classificados para Tóquio, no feminino o COB e a Confederação Brasileira de Surf (CBSurfe) dão suporte financeiro ao desenvolvimento das principais brasileiras. De acordo com o comitê, a ação na piscina de ondas "está em alinhamento com o planejamento esportivo" do COB e da CBSurfe para Tatiana, que já está classificada para Tóquio.

"Esta piscina de ondas é reconhecida como um local adequado para o treinamento de manobras aéreas, que a própria equipe identificou como necessário para aperfeiçoamento técnico da atleta. Sendo em piscina, as ondas são basicamente iguais, proporcionando um treinamento especifico e repetido com a oportunidade de correção de erros de movimento através da vídeo-análise", explicou o COB, em nota.

"A ação está prevista para ser realizada antes de uma competição da WSL, também em piscina de ondas, no dia 9 de agosto, na Califórnia, possibilitando uma maior sequência da atleta neste tipo de onda para testes, filmagens e treinos específicos", continuou o COB.

Enquanto grande parte dos centros de treinamento está fechado no Brasil, o COB tem apostado suas fichas no CT do Time Brasil, no Rio, e na Missão Europa, que já levou mais de 70 atletas a Portugal. O comitê investiu R$ 542 mil para contratar, com hospedagem, alimentação e transfer, um centro de treinamento em Coimbra para o judô, R$ 934 mil para os mesmos serviços para a ginástica, em Sangalhos, e e outros R$ 4,7 milhões pelo CT Rio Maior, onde fica a principal base do COB em Portugal.