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Lideradas por Gustavo Borges, academias defendiam ajuda, não reabertura

Gustavo Borges no gramado do Pacaembu - Reprodução/Whatsapp
Gustavo Borges no gramado do Pacaembu Imagem: Reprodução/Whatsapp
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

11/05/2020 20h02

Preocupada com a paralisação completa das atividades, a Associação Brasileira de Academias (ACAD) vinha atuando junto ao Ministério da Economia por apoio financeiro ao setor, que viu as receitas despencarem durante a pandemia. A entidade, que é presidida pelo medalhista olímpico Gustavo Borges, porém, nega que, institucionalmente, tenha feito lobby pela reabertura das academias. Empresários do setor, porém, vinham atuando junto ao governo nesse sentido.

Gustavo Borges tem forte influência no setor porque seu método de treinamento de natação é um dos mais utilizados do país, presente em 402 estabelecimentos de 226 cidades, de acordo com seu site. Junto dele na diretoria da ACAD estão as gigantes Cia Athletica e Smart Fit.

A reabertura das academias foi autorizada hoje pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que as incluiu em decreto que define as atividades essenciais. Na alínea 57 aparece: "academias de esporte de todas as modalidades, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde", mas o ministro Nelson Teich foi pego de surpresa com a informação. Também passam a ser atividades essenciais a construção civil, a indústria, salões de beleza e barbearia.

A ACAD já vinha trabalhando na discussão de procedimentos para quando as academias fossem autorizadas a reabrirem e chegou a publicar uma cartilha em seu site, para ser seguida pelas academias. A cartilha toma como base "experiência de China, Hong Kong, Singapura e União Europeia, que são regiões onde o pico da pandemia já passou". No Brasil, o pico ainda parece distante.

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A cartilha diz que "vale incentivar os clientes a treinar usando máscaras", mas recepcionistas, professores, equipe de limpeza, gerentes e terceiros devem obrigatoriamente usar máscaras. Durante o horário de funcionamento, cada área da academia deve ser fechada de duas a três vezes por dia, por pelo menos meia hora, para limpeza e desinfecção. A medição de temperatura é "recomendada".

Nas esteiras, a cartilha recomenda a utilização alternada - uma disponível, outra não. Nas demais áreas, deve ser respeitado distanciamento de 1,5 metros. Para os clientes, a ACAD recomenda que eles evitem horários de pico.

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