PUBLICIDADE
Topo

Academias festejam reabertura e dizem que contribuem para imunidade

Gustavo Borges no gramado do Pacaembu - Reprodução/Whatsapp
Gustavo Borges no gramado do Pacaembu Imagem: Reprodução/Whatsapp
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

11/05/2020 23h22

A Associação Brasileira de Academias (ACAD), instituição que representa as maiores academias do país, foi pega de surpresa nesta segunda-feira (11) com o decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que incluiu o setor como essencial, permitindo a reabertura dos empreendimentos nas cidades e estados onde haja concordância das autoridades locais. Mesmo assim, a entidade liderada pelo ex-nadador Gustavo Borges festejou a novidade.

Nesta segunda-feira, mais cedo, o Olhar Olímpico chegou a procurar a associação para falar sobre um suposto lobby do grupo. A resposta foi que a ACAD não trabalhava nesse sentido, pleiteando junto ao Ministério da Economia medidas de auxílio durante a crise, como moratória de aluguéis e auxílio emergencial para profissionais do setor. A ACAD tanto não esperava a novidade que havia planejado para quinta-feira (14) uma live para discutir alternativas durante a crise.

O movimento de Jair Bolsonaro, porém, sofreu lobby de empresários do setor e a ACAD optou por não trabalhar contra uma medida que a beneficia. Após a publicação do decreto, a associação soltou nota defendendo a postura do presidente.

"A maior preocupação da associação é cuidar da saúde de clientes e colaboradores das academias. Somos profissionais de saúde preventiva. As academias foram incluídas na categoria 'serviços essenciais', por serem promotoras de saúde, com grande contribuição para o aumento da imunidade das pessoas", disse a entidade, em nota.

A ACAD já havia publicado uma cartilha para as academias com recomendações para quando a reabertura fosse permitida. Na cartilha, a ACAD diz que se inspirou em Hong Kong, Singapura e China, países "onde o pico da pandemia já passou". Na nota desta segunda, a entidade retirou a citação ao pico superado nesses países, citando-se novamente.

A associação diz que a reabertura dos estabelecimentos passará por determinação das autoridades competente e lembra que tem orientado as academias a se prepararem, "com medidas contundentes", para o momento de reabertura. Entre as medidas contundentes está que "vale incentivar os clientes a treinar usando máscaras". Não há exigência quanto ao uso de máscaras. Da mesma forma, a recomendação é o uso de uma esteira sim e outra não, enquanto estudos apontam que uma gotícula de suor de um corredor se desloca até 10 metros.